Asma infantil está associada à obesidadeNotícias de Saúde

Terça, 24 de Janeiro de 2017 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: Dicas de Saúde

As crianças com asma são mais propensas a serem obesas mais tarde na infância ou na adolescência, sugere um estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”.
 
Zhanghua Chen, a líder do estudo, referiu que a asma e a obesidade ocorrem frequentemente em conjunto nas crianças, mas ainda não se sabe ao certo se as crianças com asma apresentam um maior risco de obesidade ou se as crianças obesas desenvolvem asma.
 
Com o intuito de clarificar esta temática, os investigadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, analisaram os registos de 2.171 crianças, que não eram obesas, e que frequentavam infantários ou os primeiros anos da escola primária. Cerca de 13,5% das crianças tinham asma no início do estudo. As crianças foram acompanhadas ao longo de uma média de dez anos.  
 
Ao longo do período de acompanhamento verificou-se que, 15,8% das crianças desenvolveram obesidade. Os investigadores constataram que, comparativamente com as crianças sem asma, as com asma eram 51% mais propensas de se tornarem obesas ao longo da década seguinte. Verificou-se ainda que a toma de medicamentos contra a asma reduzia o risco de as crianças se tornarem obesas em 43%. Estes resultados foram confirmados num grupo diferente de crianças que frequentavam a quarta classe.
 
Os investigadores tiveram em conta vários fatores que poderiam influenciar os resultados como excesso de peso no início do estudo, etnia, exposição ao tabaco e prática de atividade física.
 
Frank D. Gilliland, um dos autores do estudo, refere que estes achados reforçam a importância de um diagnóstico e tratamento precoce da asma, que pode encurtar o círculo vicioso da asma, aumentar o desenvolvimento da obesidade e, por outro lado, a obesidade aumentar os sintomas de asma. 
 
Os investigadores referem que, com base nestes resultados, as crianças com asma devem adotar uma dieta saudável, aumentar a prática de atividade física e controlar a asma através da toma de medicação.

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Referência
Estudo publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”

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