As doenças de pele são mais comuns do que pensamosNotícias de Saúde

Segunda, 25 de Março de 2019 | 222 Visualizações

Fonte de imagem: Lavior

A prevalência das doenças de pele, fora do contexto clínico típico, poderá ser mais elevada do que se pensa ser.
 
As doenças de pele constituem a quarta causa mais comum de doenças humanas. Contudo, muitos pacientes que sofrem de doenças dermatológicas não consultam um médico. As estatísticas sobre a prevalência daquele tipo de doenças são baseadas em dados secundários que excluem aqueles pacientes que não procuram cuidados de saúde.
 
De forma a incluírem dados de pessoas que nunca ou raramente consultavam o médico, em vez de se basearem em dados retirados de seguros de saúde, os investigadores da Universidade Técnica de Munique, Alemanha, usaram dados recolhidos no Oktoberfest de Munique, na Alemanha.
 
Os visitantes do festival foram escolhidos de forma aleatória para serem submetidos a um rastreio de saúde pública e tinham pelo menos 18 anos de idade. Dos 2.701 indivíduos analisados no estudo, foi observada pelo menos uma anormalidade na pele em 1.662 dos participantes (64,5%). 
 
Os principais diagnósticos foram a queratose actínica, detetada em 26,6% dos indivíduos, rosácea, em 25,5% e eczema, em 11,7%.
 
Foi ainda observado que as doenças dermatológicas tendiam a aumentar com o passar da idade e que eram mais frequentes nos homens (72,3%) do que nas mulheres (58%).
 
Finalmente, os investigadores apuraram que quase três terços dos participantes afetados não sabiam que tinham um problema de pele.
 
Perante os achados, Alexander Zink, autor sénior do estudo, comentou que “as doenças de pele poderão ser ainda mais prevalentes do que se pensava anteriormente. Considerando o seu impacto significativo sobre a vida individual, familiar e social, a importância das doenças de pele em termos de saúde pública é subvalorizada”. 
 
O investigador concluiu que é necessário consciencializar a população geral para este assunto que é negligenciado e reduzir o peso global das doenças de pele.

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Referência
Estudo publicado na “Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology”

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