As bactérias procuram ganhar tempo quando os antibióticos as atacamNotícias de Saúde

Terça, 26 de Março de 2019 | 14 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa de investigadores desenvolveu um novo método que permite calcular a quantidade de antibióticos a prescrever para exterminar todas as bactérias ou evitar que desenvolvam resistência.
 
Segundo os investigadores da Universidade Rice, EUA, as variações na taxa de crescimento das bactérias podem fazer aumentar o período que demora para uma colónia bacteriana ser totalmente erradicada e facilitar o desenvolvimento de resistências.
 
Isto significa que se um antibiótico não conseguir exterminar todas as bactérias que estão a infetar um indivíduo, as sobreviventes poderão programar o seu ressurgimento.
 
"Os nossos cálculos sugerem que esta variação, a qual as bactérias conseguem fazer facilmente, poderá ajudá-las a ganharem tempo para tentarem mutações diferentes”, afirmou Anatoly Kolomeisky, coautor do estudo. O investigador acrescentou que isto poderá ser o primeiro passo na resistência antibiótica.
 
A equipa considera que não existe uma correlação entre as possibilidades de extinção bacteriana atualmente usadas para determinar as doses de antibióticos prescritas e os tempos necessários para extinguir as bactérias infeciosas.
 
“Essencialmente, dá-se uma enorme quantidade de antibióticos às pessoas, quando não é necessário”, asseverou Anatoly Kolomeisky.
 
Os investigadores acham que será possível no futuro prescrever uma dose mais exata, mediante conhecimento do tamanho da colónia infeciosa e o tempo médio necessário para a erradicar. O modelo preliminar apresentado pela equipa deverá ajudar as empresas farmacêuticas a melhorarem as estratégias de tratamento das infeções.
 
O modelo de “tamanho único” não tem em conta as variações na taxa de crescimento bacteriano. O novo modelo considera as variações aleatórias ao calcular o tempo médio necessário para erradicar uma colónia bacteriana infeciosa, argumentou Anatoly Kolomeisky

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of The Royal Society Interface”

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