Artrite reumatóide: Sintomas e diagnóstico da doençaNotícias de Saúde

Domingo, 22 de Janeiro de 2017 | 166 Visualizações

Fonte de imagem: Providence Health & Services

Com causas ainda desconhecidas, a artrite reumatóide tem provavelmente origem multifatorial

A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crónica de natureza autoimune, com um potencial de danos irreversíveis nas articulações. Consequentemente, acaba por comprometer muito a qualidade de vida do paciente – que se vê progressivamente impedido de executar atividades que antes eram rotineiras, inclusive no âmbito profissional.

Com causas ainda desconhecidas, a artrite reumatóide tem provavelmente origem multifatorial – uma combinação de predisposição genética com fatores ambientais que acabam por resultar numa resposta autoimune do organismo contra os tecidos sinoviais (aqueles que cobrem tendões e articulações), evoluindo para a destruição da cartilagem e do osso subcondral. Um dos principais sintomas que diferenciam este tipo de artrite dos outros é a simetria.

Os sintomas iniciais geralmente estão relacionados com inchaço das articulações das mãos e punhos, num padrão simétrico e de distribuição proximal. O paciente costuma apresentar outras queixas importantes: dores generalizadas, cansaço, indisposição e rigidez matinal; inchaços e aumento de partes moles; nódulos reumatóides – localizados debaixo da pele, principalmente em áreas de apoio. Como estes sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, é fundamental que o paciente procure um médico reumatologista para conduzir ao diagnóstico e tratamento corretos.

As manifestações musculoesqueléticas são dominantes e muito precoces na artrite reumatóide. Depois de afetar mãos e punhos de modo simétrico, a doença pode evoluir para os pés e grandes articulações. Mais tarde, também pode atingir outras estruturas e sistemas, como pulmões, sistema cardiovascular, pele e olhos. O diagnóstico da artrite reumatóide é clínico, baseado na anamnese e exame físico, correlacionado com exames complementares laboratoriais e de imagens, como radiografias convencionais, ecografia e ressonância magnética.

As radiografias permitem avaliar as deformidades e o grau de comprometimento articular. A ecografia é um método útil na deteção precoce e na monitorização de sinais indiretos de atividade inflamatória, como derrame articular e proliferação sinovial. Trata-se de um exame de menor custo se comparado com a ressonância magnética, sem contraindicações para pacientes com implantes metálicos ou com claustrofobia. A ressonância magnética, por sua vez, é um método de maior sensibilidade para detetar as alterações da artrite reumatóide na sua fase inicial, já que permite uma melhor avaliação das alterações estruturais de partes moles, ossos e cartilagens, além de erosões subcondrais, quistos, edema ósseo periarticular e derrame articular.

Neste contexto, o equipamento de ressonância magnética das extremidades torna-se uma opção relevante na avaliação das pequenas articulações que costumam ser comprometidas pela artrite reumatóide. O exame é realizado com maior conforto numa cadeira reclinável, inserindo-se apenas a área anatómica de interesse no equipamento. Além de simplificar e agilizar o exame, o paciente sente-se mais tranquilo ao saber que não precisará de ficar deitado num espaço restrito – o que é particularmente importante em casos de claustrofobia.

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