Aromas dos cigarros eletrónicos podem prejudicar saúde cardiovascularNotícias de Saúde

Terça, 19 de Junho de 2018 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: ABC News

Os aromas químicos usados nos cigarros eletrónicos podem ser tóxicos para as células que revestem e regulam a função dos vasos sanguíneos, que podem ser sinais precoces de doença cardiovascular, indicou um novo estudo.
 
O estudo liderado por Jessica L. Fetterman da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, EUA, analisou o efeito, de curta duração, de nove aromas diferentes sobre as células endoteliais que revestem as artérias e o interior do coração: menta, queimado, baunilha, banana, canela, cravinho, manteiga, morango e eucalipto.
 
Os investigadores apuraram que os nove aromas eram perigosos para as células endoteliais (de cultura em laboratório), quando expostas aos níveis mais elevados.
 
Todos os aromas demonstraram interferir negativamente na produção de óxido nítrico nas células endoteliais. O óxido nítrico constitui uma molécula que inibe a inflamação e a coagulação e regula a capacidade dos vasos sanguíneos de se expandirem em resposta a um maior fluxo sanguíneo.
 
Os aromas menta, baunilha, cravinho, canela e queimado resultaram em níveis mais elevados de um marcador inflamatório e em níveis inferiores de óxido nítrico.
 
A equipa expôs ainda células de não fumadores aos aromas de menta e de cravinho e observou que aquelas células apresentavam também uma incapacidade na produção de óxido nítrico, o que sugere que estes aromas causam danos como os observados nos fumadores ativos.
 
“O aumento da inflamação e uma perda de óxido nítrico são algumas das primeiras alterações que ocorrem, conduzindo a doenças cardiovasculares e a eventos como ataques cardíacos e acidente vascular cerebral, sendo que são considerados prognosticadores precoces de doença cardíaca”, explicou Jessica L. Fetterman.
 
“Os nossos achados sugerem que estes aditivos aromáticos poderão ter graves consequências para a saúde”, rematou a investigadora.

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Referência
Estudo publicado na revista “Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology”