Apneia do sono: um problema de miúdos e graúdosNotícias de Saúde

Sexta, 18 de Março de 2016 | 21 Visualizações

Fonte de imagem: saudedicas

Cerca de 3% das crianças sofrem de apneia do sono. Conheça os principais sinais.

“A Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é caracterizada por episódios recorrentes de cessação total (apneias) ou parcial (hipopneias) do fluxo aéreo oronasal, secundários a um colapso da via aérea superior durante o sono”. Esta é a definição dada por um estudo divulgado, em 2014, pela Direção Geral da Saúde (DGS).

Embora este problema seja associado a pessoa adultas – em particular a homens –, a verdade é que a apneia do sono é também uma doença de miúdos, afetando cerca de 3% das crianças.

“A prevalência poderá ser superior, uma vez que esta doença é frequentemente sub diagnosticada pelos especialistas médicos e os sintomas são desvalorizados pelos pais, o que conduz a um diagnóstico tardio“, alerta Luísa Monteiro, coordenadora da Unidade de Otorrinolaringologia do Hospital Lusíadas Lisboa, citada por uma nota enviada às redações.

Mesmo sendo uma doença de difícil diagnóstico em crianças, existem alguns sinais a ter em conta. Segundo a especialista, estes são os principais: magreza (“porque gasta muitas calorias com o esforço respiratório”), olheiras, adenóides e amígdalas aumentadas, irritação e agitação, pouco concentração na escola e comportamento antissociais.

“Quase sempre a apneia do sono é acompanhada de roncopatia. Há crianças que mesmo acordadas têm uma respiração muito ruidosa e difícil durante a inspiração”, alerta a especialista, revelando que “a criança com apneia obstrutiva do sono tem geralmente um sono agitado, com microdespertares, procurando uma posição mais cómoda, baba a cama, tem aumento da transpiração e muito raramente pode voltar a ‘molhar’ a cama”.

Durante os períodos de apneia, “a concentração do oxigénio no sangue pode baixar significativamente e o valor de dióxido carbono retido pode aumentar”, salienta.

A remoção das amígdalas e dos adenoides, revela a nota, tem uma taxa de cura desta doença, em média, entre os 75% e 100%. 

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