Aplicações para “smartphone” eficazes nos sintomas da depressãoNotícias de Saúde

Sábado, 21 de Outubro de 2017 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: WBUR

A aplicações para “smartphone” poderão ser eficazes na redução de sintomas associados à depressão, revelou um novo estudo.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto Nacional de Medicina Complementar da Austrália, do Instituto Black Dog, Austrália, da Faculdade de Medicina de Harvard, EUA e Universidade de Manchester, Inglaterra, o estudo teve como finalidade determinar a eficácia dos tratamentos para a depressão baseados em “smartphones”.
 
Para o estudo, os investigadores reviram 18 ensaios controlados randomizados que analisavam 22 diferentes intervenções na saúde mental, oferecidas através de “smartphone”. 
 
Os estudos incluíam 3.414 homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 59 anos. Os participantes apresentavam vários sintomas e problemas relacionados com a saúde mental, como depressão leve a moderada, depressão severa, ansiedade, doença bipolar e insónia.
 
Foi apurado que de forma geral, as aplicações para “smartphone” tinham conduzido à redução dos sintomas da depressão nos participantes, o que sugere que este tipo de tratamento por via digital poderá ser útil para ajudar na gestão da doença.
 
Joseph Firth, autor principal do estudo, considera que este achado é muito importante pois poderá oferecer cuidados seguros e a muito baixo custo a milhões de pessoas que poderão não ter outro tipo de tratamento acessível.
 
Jerome Sarris, coautor do estudo, acrescentou ainda que este estudo é relevante pois poderá conduzir a formas de prestação de cuidados livres de estigmatização e autogeridos. 
 
Relativamente à determinação da melhor aplicação e para que público-alvo, os resultados apontaram, que, até à data, este tipo de intervenção é particularmente adequado a pessoas com depressão ligeira a moderada, pois não existem ainda estudos conclusivos sobre os benefícios da mesma na depressão severa.
 
Apesar destes resultados promissores, não existe evidência que aponte que o uso isolado das aplicações possa ser mais eficaz do que os tratamentos psicológicos convencionais, ou que faça reduzir a necessidade de tomar medicação antidepressiva.
 
O próximo passo será determinar, de entre a panóplia de aplicações disponíveis, quais são as que produzem os maiores benefícios no alívio dos sintomas da depressão.

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Referência
Estudo publicado na revista “World Psychiatry”

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