Antidepressivos na gravidez não associados a problemas neonataisNotícias de Saúde

Terça, 06 de Junho de 2017 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: Association for Natural Psychology

Um novo estudo apurou que os bebés neonatos expostos a antidepressivos ou a uma perturbação de humor durante a gestação não demonstravam mais problemas do que os bebés não expostos a esses fatores.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, EUA, analisou neonatos com duas e quatro semanas de vida e apurou que o nascimento prematuro é responsável pela maioria dos casos de Síndrome de Abstinência Neonatal (SAN), que causa agitação, choro excessivo, rigidez, tremores, etc.
 
Muitas grávidas decidem não tomar antidepressivos por receio que esses sinais neonatais se manifestem nos seus bebés. “Acredito que seja verdade diretamente após o nascimento, mas este estudo demonstra que esses sinais duram pouco tempo”, explicou Katherine Wisner que participou neste estudo.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram 214 mães que tinham sido divididas em três grupos: mães com uma perturbação de humor que não estavam a tomar antidepressivos, mães com uma perturbação de humor que estavam a tomar um antidepressivo e mães que não tinham uma perturbação de humor e que não estavam a tomar um antidepressivo. 
 
Os bebés foram avaliados através da Escala de Finnegan, a qual inclui 21 sintomas mais frequentemente observados nos bebés que tenham sido expostos a fármacos que requerem prescrição ou ilícitos.
 
Foi apurado que as percentagens de sinais de SAN no grupo de recém-nascidos expostos aos fármacos (34,1%), dos expostos à perturbação de humor (35,1%) e o grupo de controlo (30,4%) eram bastante aproximadas.
 
“Entre as duas e as quatro semanas de pós-parto, os sinais que as mulheres nos descreveram estavam mais associados ao nascimento prematuro em vez do facto de os bebés terem estado expostos”. 
 
“A maioria das grávidas vão naturalmente preocupar-se mais com a saúde do seu bebé do que com a sua e poderão não tomar um antidepressivo para evitar esses sinais neonatais”, afirmou Amy Yang, autora principal do estudo.
 
A investigadora concluiu que face aos resultados observados neste estudo, as grávidas podem ficar descansadas pois o comportamento do bebé entre as duas e quatro semanas de vida não será provavelmente condicionado pela toma de antidepressivos ou depressão durante a gravidez.

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Referência
Estudo publicado na “Journal of Clinical Psychiatry”

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