Antibióticos associados a maior risco de morte em mulheresNotícias de Saúde

Sexta, 30 de Março de 2018 | 10 Visualizações

Fonte de imagem: Harvard Health

Um estudo recente apurou que a toma de antibióticos numa idade avançada poderá fazer aumentar o risco de morte em mulheres numa fase mais avançada da vida.
 
O estudo conduzido por Lu Qi, docente de epidemiologia na Universidade de Tulane, em Nova Orleães, EUA, e equipa demonstrou que a exposição a antibióticos produz alterações no microbioma intestinal mesmo após o paciente ter deixado de os tomar.
 
“As alterações ao microbioma intestinal têm sido associadas a uma variedade de doenças que põem a vida em risco, como doenças cardiovasculares e certos tipos de cancro”, explanou Lu Qi.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram dados sobre o uso de antibióticos de 37.510 mulheres, com 60 anos ou mais de idade, durante o período de 2004 a 2012. As participantes não apresentavam doenças cardíacas ou cancro no início do estudo.
 
Após a análise dos dados os investigadores descobriram que a toma de antibióticos durante pelo menos dois meses numa idade mais avançada estava associada a um aumento de 27% no risco de morte por todas as causas, em relação a quem não tinha usado antibióticos.
 
Esta associação era ainda mais forte nas mulheres que diziam ter tomado antibióticos na meia-idade, ou seja, entre os 40 e os 59 anos de idade.
 
Adicionalmente, nas mulheres que tinham tomado antibióticos pelo menos durante dois meses, o risco de morte por problemas cardíacos era de 58% mais elevado em comparação com as que não tinham tomado antibióticos. No entanto, não foi encontrada uma associação entre o uso de antibióticos e o risco de morte por cancro. 
 
Os investigadores salientaram que este estudo não determina se os antibióticos contribuem para a causa de morte, mas sim que existe uma associação entre a toma de longa duração daqueles fármacos e o risco de morte.
 
“Temos agora boa evidência que as pessoas que tomam antibióticos durante longos períodos na idade adulta poderão ser um grupo de alto risco a atuar sobre a alteração dos fatores de risco para prevenir as doenças cardíacas e morte”, concluiu Lu Qi.

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Referência
Antibióticos associados a maior risco de morte em mulheres

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