Antibiótico poderá evitar recidiva de cancro da mamaNotícias de Saúde

Quinta, 11 de Outubro de 2018 | 611 Visualizações

Fonte de imagem: Georgia State

Um estudo recente demonstrou que um antibiótico comum e de preço acessível poderá reduzir o risco de formação de metástases e de recidiva do cancro da mama.
 
O estudo que foi realizado por uma equipa de investigadores da Universidade de Salford, no Reino Unido, debruçou-se sobre as células estaminais cancerígenas, que são as células que iniciam os tumores. 
 
As células estaminais cancerígenas são resistentes aos tratamentos atuais e contribuem de forma significativa tanto para a recidiva do cancro, como para a formação de metástases. 
 
E foi precisamente o que a equipa que conduziu este estudo poderá ter encontrado: um tratamento que poderá derrotar as células estaminais cancerígenas.
 
Para a sua investigação, a equipa propôs-se testar o efeito de medicamentos já existentes sobre aquele tipo de células. Neste âmbito, o antibiótico doxiciclina revelou-se promissor na exterminação das células estaminais cancerígenas. 
 
A doxiciclina é um dos antibióticos mais comuns à escala global e é normalmente prescrita para tratar doenças como sinusite, pneumonia, cólera, clamídia, sífilis e doença de Lyme. O fármaco atua através do bloqueio da capacidade de criação de novas mitocôndrias (fontes de energia das células) pelas células.
 
Os investigadores recrutaram 15 pacientes no Hospital Universitário de Pisa, em Itália, e administraram doxiciclina a nove das pacientes durante 14 dias, até serem submetidas a uma intervenção cirúrgica para remoção de tumores. As outras seis pacientes perfizeram o grupo de controlo e não receberam o fármaco.
 
A equipa testou o impacto do antibiótico sobre tecido tumoral, retirado antes da cirurgia e durante a mesma, e observaram uma redução substancial nas células estaminais cancerígenas em quase todas as participantes que o tinham tomado.
 
Embora o número de participantes tenha sido muito reduzido, os resultados foram bastante significativos e justificam um ensaio clínico.

 

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Referência
Estudo publicado na revista “Frontiers in Oncology”

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