Anti-inflamatórios podem aumentar risco de tromboembolismo venosoNotícias de Saúde

Segunda, 29 de Setembro de 2014 | 2145 Visualizações

A toma de anti-inflamatórios não esteroides aumenta significativamente o risco de tromboembolismo venoso, uma condição de inclui a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar, dá conta um estudo publicado na revista “Rheumatology”.

Os anti-inflamatórios não esteroides são os fármacos mais utilizados em todo o mundo e são conhecidos pelos seus potenciais efeitos secundários. Contudo, existem poucos dados epidemiológicos sobre o risco de tromboembolismo venoso nos indivíduos que tomam este tipo de fármacos.

Assim, neste estudo, os investigadores Centro Médico de Bassett, nos EUA, decidiram fazer uma revisão sistemática e uma meta-análise de estudos observacionais que compararam o risco de tromboembolismo venoso em utilizadores e não utilizadores de anti-inflamatórios não esteroides.

Os investigadores analisaram seis estudos que incluíram um total de 21.401 eventos de tromboembolismo venoso. O estudo demonstrou que havia um risco 1,8 vezes maior de tromboembolismo venoso para os indivíduos que tomavam anti-inflamatórios não esteroides.

“Esta é a primeira revisão sistemática que avalia estudos observacionais que analisaram o risco de tromboembolismo venoso em utilizadores de anti-inflamatórios não esteroides. No entanto, há algumas limitações, como o facto de os diferentes tipos de anti-inflamatórios não esteroides terem sido incluídos num único grupo não tendo sido avaliados individualmente”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Patompong Ungprasert.

Contudo, o investigador conclui que os resultados mostram que há um aumento estatisticamente significante de tromboembolismo venoso entre os utilizadores de anti-inflamatórios não esteroides e que este facto pode estar relacionado com a inibição da COX-2 que conduz a um desequilíbrio do tromboxano e da prostaciclina. Assim, Patompong Ungprasert aconselha os médicos a terem em consideração esta associação e prescreverem com alguma cautela os anti-inflamatórios não esteroides, especialmente para os pacientes que já se encontram em risco elevado de tromboembolismo venoso.

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