Ansiedade: uma única intervenção não é suficienteNotícias de Saúde

Terça, 05 de Junho de 2018 | 38 Visualizações

Fonte de imagem: Time

Um novo estudo descobriu que apenas 20% dos jovens tratados para a ansiedade permaneceram bem e sem sintomas a longo prazo.
 
O estudo que foi conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Connecticut, EUA, recrutou 319 jovens, com idades entre os 10 e os 25 anos e que tinham sido diagnosticados com distúrbios da ansiedade generalizada, de separação ou social.
 
Os pacientes receberam como tratamento o fármaco sertralina, terapia cognitivo-comportamental ou uma combinação de ambas. 
 
Posteriormente, os jovens foram monitorizados pelos investigadores anualmente, durante quatro anos. As consultas de seguimento avaliaram os níveis de ansiedade, mas não ofereceram tratamento. 
 
Com estas consultas de seguimento, os investigadores puderam identificar os jovens que tinham tido recaídas, recuperado e tido recaídas outra vez, assim como aqueles que continuaram com ansiedade e os que permaneceram sem ansiedade.
 
A equipa apurou assim que 20% dos jovens ficaram bem e permaneceram bem após o tratamento, revelando baixos níveis de ansiedade em cada seguimento. No entanto, cerca de 50% sofreram recaídas pelo menos uma vez e 30% ficaram com ansiedade crónica, perfazendo assim os critérios de diagnóstico para terem um distúrbio de ansiedade em cada consulta de seguimento.
 
Outros fatores de prognóstico de doença crónica incluíram experienciar eventos negativos de vida, má comunicação familiar e ter um diagnóstico de fobia social.
 
Contudo, os jovens que responderam ao tratamento apresentaram uma tendência para permanecerem assintomáticos. Não foi encontrada diferença nos resultados de ambos os tratamentos recebidos a longo prazo.
 
Finalmente, foi observado que as crianças com famílias com estilos de comunicação positivos e que as apoiavam tinham revelado melhores resultados.
 
Perante os resultados, Golda Ginsburg, coautora do estudo, sugere que se deve oferecer consultas de saúde mental regulares perante distúrbios da ansiedade, mudando assim o modelo atual, assim como dialogar com os filhos e terapeutas.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”

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