Análise sanguínea pode ajudar a despistar doença de ParkinsonNotícias de Saúde

Quinta, 09 de Fevereiro de 2017 | 41 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Os investigadores observaram que o teste sanguíneo era tão preciso quanto a análise ao fluido cerebrospinal para diagnosticar se uma pessoa tinha Parkinson ou distúrbios parkinsonianos atípicos

Um estudo publicado na revista Neurology, da American Academy of Neurology conluiu que uma análise ao ssangue pode ajudar a despitar a doença de Parkinson face a patologias neurológicas semelhantes.

O teste sanguíneo poderá ser tão preciso quanto uma análise ao fluido cerebrospinal (do cérebro e da medula espinal) para tentar determinar, na fase inicial da patalogia, se os sintomas são causados pela Parkinson ou por distúrbios parkinsonianos atípicos, como a degeneração corticobasal, atrofia de múltiplos sistemas e paralisia supranuclear progressiva (doenças raras relacionadas com o movimento tal como a de Parkinson e com sintomas parecidos).

É importante para os médicos identificar estas doenças o quanto antes, uma vez que as expectativas em relação à progressão das patologias e aos possíveis benefícios do tratamento diferem entre a doença de Parkinson e os distúrbios parkinsonianos atípicos.
“Descobrimos que concentrações de uma proteína do sistema nervoso no sangue podem distinguir estas doenças com a mesma exatidão que as concentrações da mesma proteína no fluido cerebrospinal”, afirmou um dos autores do estudo, Oskar Hansson, da Universidade de Lund, na Suécia.

A proteína chama-se neurofilamento de cadeia leve e faz parte das células cerebrais (neurónios), podendo ser detetada tanto na corrente sanguínea como no fluido cerebrospinal quando estas células morrem.

Na investigação, foram examinadas 504 pessoas de três grupos de estudo, incluindo 244 com a doença de Parkinson e 79 saudáveis. Dois grupos, um no Reino Unido e outra na Suécia, tinham pessoas saudáveis e doentes com Parkinson ou com distúrbios parkinsonianos atípicos há quatro a seis anos. Um terceiro grupo englobava pessoas com estas doenças há três anos ou menos.

Os níveis da proteína eram maiores em pessoas com distúrbios parkinsoniados atípicos e menores nos doentes com Parkinson e nas pessoas saudáveis.

De acordo com o neurologista Oskar Hansson, as “baixas concentrações da proteína do sistema nervoso [neurofilamento de cadeia leve] no sangue dos doentes de Parkinson pode dever-se a uma menor lesão das fibras nervosas, quando comparada com a de pessoas com distúrbios parkinsonianos atípicos”.

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Autor
Lusa
Referência

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