Análise ao sangue prevê sobrevivência em cirurgia a insuficiência cardíaca avançadaNotícias de Saúde

Segunda, 18 de Dezembro de 2017 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: Medical Xpress

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma análise ao sangue, ainda em fase experimental, que emprega dados da atividade genética de células imunitárias.
 
Num estudo liderado por Mario Deng, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, a nova análise apresentou uma taxa de exatidão de 93% na previsão das taxas de sobrevivência de pacientes com insuficiência cardíaca avançada que tinham sido submetidos a intervenção cirúrgica para o implante de dispositivos de suporte circulatório mecânico.
 
Os dispositivos de suporte circulatório mecânico, como os dispositivos de assistência ventricular e os corações totalmente artificiais temporários são implantados por intervenção cirúrgica em doentes com insuficiência cardíaca avançada para ajudar na função de bombeamento cardíaco.
 
No entanto, esta doença pode levar o paciente a sofrer de síndrome de disfunção múltipla de órgãos que pode provocar a morte após implantação do dispositivo cardíaco. O problema é que os métodos atuais de previsão dos resultados de tratamento apresentam limitações: não são eficazes em pacientes muito doentes e não usam informação molecular.
 
Para o estudo, foram recrutados 29 pacientes com insuficiência cardíaca avançada que tinham sido submetidos a intervenção cirúrgica para suporte circulatório mecânico entre 2012 e 2014. A equipa recolheu amostras de sangue no dia antes da intervenção cirúrgica e recolheu dados clínicos antes e oito dias após a cirurgia. 
 
Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com o nível de função orgânica. 17 pacientes demonstraram melhorias e 12 não demonstraram. Um ano depois, 88% dos pacientes que tinham demonstrado melhorias continuavam vivos, contra 27% dos pacientes do grupo que não tinha evidenciado melhorias.
 
Os investigadores identificaram um conjunto de 28 genes nas amostras recolhidas antes da cirurgia, as quais previam a recuperação da função orgânica nos pacientes pouco tempo após a cirurgia. Dos 28 genes. 12 ajudavam a prever se a função orgânica iria melhorar após a cirurgia e se os pacientes viveriam durante pelo menos um ano após a intervenção.
 
A equipa pretende também investigar se o teste pode ser usado para prever, de forma eficaz, nos pacientes com insuficiência cardíaca e com função orgânica a deteriorar-se, os resultados de outros tipos de cirurgia cardíaca e de intervenções baseadas no cateter. Assim, o médico e paciente poderão tomar decisões informadas.

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Referência
Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

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