Aminoácido poderá restaurar a memória na AlzheimerNotícias de Saúde

Segunda, 16 de Março de 2020 | 98 Visualizações

Fonte de imagem: UOL

Investigadores da Universidade Paris-Saclay e da Universidade de Bordéus descobriram que uma via metabólica tem um papel determinante na resolução dos problemas de memória na Alzheimer.

Num teste feito num modelo de doença de Alzheimer em ratos, verificou-se que dar L-Serina a um rato como suplemento nutricial restaura a memória espacial afetada anteriormente.

O cérebro usa grande parte da energia disponível no nosso corpo e, para funcionarem bem, os neurónios e as células circundantes, em específico os astrócitos, devem cooperar. A fase inicial de Alzheimer é caracterizada por uma redução neste metabolismo energético. No entanto, não se sabia que este défice contribuía diretamente para os sintomas cognitivos da doença de Alzheimer.

Uma diminuição no uso da glucose por astrócitos reduz a produção de L-Serina. Este aminoácido é maioritariamente produzido por estas células cerebrais e a sua via biossintética é alterada nos doentes.

A L-Serina é a percursora da D-Serina, conhecida por estimular receptores NDMA, essenciais para a função cerebral e para a consolidação da memória. Ao produzir menos L-Serina, os astrócitos diminuem a atividade destes receptores, o que altera a neuroplasticidade e as capacidades associadas de memorização.

Com esta descoberta novas estratégias poderão surgir para complementar o tratamento médico para combater os sintomas iniciais da doença de Alzheimer e outras doenças que apresentam défices metabólicos, como Parkinson ou Huntington.

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Referência
Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”

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