Amamentar dois meses diminui risco de síndrome de morte súbita do lactenteNotícias de Saúde

Segunda, 06 de Novembro de 2017 | 32 Visualizações

Fonte de imagem: Parents Magazine

Um novo estudo revelou que amamentar durante pelo menos dois meses oferece proteção substancial ao bebé da síndrome de morte súbita do lactente (SMSL).
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Virginia, EUA, determinou ainda que a amamentação durante aquele período não necessita de ser em exclusividade para que o bebé obtenha os benefícios observados, o que é bastante encorajador para as mães que não podem ou não escolhem amamentar exclusivamente.
 
Estudos anteriores tinham já revelado que a amamentação estava associada a uma redução do risco de SMSL, que é a causa principal de morte nos bebés até um ano de vida. No entanto não se sabia qual era a duração da amamentação necessária para a obtenção daqueles benefícios.
 
“Estes resultados são muito poderosos! O nosso estudo descobriu que os bebés que são amamentados durante pelo menos dois meses apresentam uma redução significativa no risco de morrerem de SMSL”, avançou Kawai Ranabe, investigadora neste estudo.
 
Para o estudo, a equipa analisou oito estudos de grandes dimensões internacionais que englobavam 2.259 casos de SMSL e 6.894 controlos, que eram bebés que não tinham morrido. 
 
Apesar das diferenças culturais entre os vários países onde tinham sido conduzidos os estudos, os achados foram consistentes em determinar que dois ou mais meses de amamentação não exclusiva faziam reduzir o risco de SMSL em quase metade. 
 
“Amamentar durante apenas dois meses reduz o risco de SMSL em quase metade e quanto mais tempo os bebés forem amamentados, maior é a proteção”, explicou Fern Hauck que participou também neste estudo. 
 
“Outro achado importante do nosso estudo é que qualquer quantidade de amamentação reduz o risco de SMSL”, acrescentou.
 
Os investigadores não apuraram a razão pela qual a amamentação oferece proteção contra a SMSL mas especulam que os efeitos imunitários e os padrões de sono possam estar associados.

 

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Referência
Estudo publicado na revista “Pediatrics”