Alzheimer: molécula poderá melhorar memória e reduzir degradaçãoNotícias de Saúde

Quarta, 16 de Maio de 2018 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: O Globo

A guerra contra a doença de Alzheimer poderá estar mais próxima de ser ganha, após mais uma batalha bem-sucedida com um estudo que levou à descoberta de um ativador da molécula SERCA que poderá melhorar a memória e cognição.
 
“Identificámos um composto que pode desacelerar ou travar, terapeuticamente, a doença de Alzheimer, demonstrando ainda a sua capacidade de ultrapassar a barreira sangue-cérebro nos neurónios. A molécula corrige o equilíbrio de iões de cálcio e representa uma nova estratégia de tratamento para o desenvolvimento de fármacos para a neurodegeneração”, avançou Katie Krajnak, coautora do estudo da Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade de Purdue, EUA.
 
Para o estudo, a investigadora e Russell Dahl estudaram a forma como o ativador da SERCA afeta a neurodegeneração em ratinhos. 
 
A equipa descobriu que a molécula preservava a massa das células cerebrais e melhorava a memória nos ratinhos tratados. O ativador da SERCA demonstrou, com efeito, ser promissor na redução do stress celular e a prevenir a perda de neurónios.
 
“A perda de neurónios ocorre quando se dá uma perturbação no equilíbrio do cálcio nas células. Focamo-nos na manipulação do cálcio intracelular através do desenvolvimento de moléculas que atuam sobre as proteínas que manipulam o cálcio, como a SERCA”, afirmou Russell Dahl.
 
Segundo os investigadores, poderá ter-se obtido um tratamento que modifique a doença de Alzheimer. “Esta molécula tem a capacidade de salvar as células da apoptose, ou morte celular. Ao prevenir a morte celular pode-se também prevenir a continuação da atrofia celular e a perda de memória que acompanham a doença”, explicou Katie Krajnak
 
Num estudo anterior, o ativador da SERCA tinha reduzido em 60% as placas de proteína beta-amiloide no cérebro com Alzheimer. O presente estudo veio validar aquele resultado, demonstrando que a molécula trata também sintomas prevalentes da Alzheimer. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters”

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