Alzheimer: descoberta causa de redução do fluxo sanguíneo no cérebroNotícias de Saúde

Terça, 19 de Fevereiro de 2019 | 51 Visualizações

Fonte de imagem: Desiring God

Uma equipa de investigadores descobriu o que causa a diminuição no fluxo sanguíneo do cérebro de pacientes com a doença de Alzheimer.
 
O achado de uma equipa de engenheiros bioquímicos da Universidade Cornell, EUA, poderá conduzir a tratamentos promissores para aquela doença neurodegenerativa.
 
Após cerca de uma década de investigação, Chris Schaffer e colegas concluíram que a explicação para a redução substancial do fluxo sanguíneo observada nos cérebros com Alzheimer será devida a glóbulos brancos que aderem ao interior dos capilares, que são os vasos sanguíneos mais pequenos do cérebro.
 
Embora apenas uma pequena percentagem de capilares experiencie este bloqueio, cada vaso sanguíneo afetado provoca uma redução no fluxo sanguíneo de múltiplos outros vasos, maximizando o impacto no fluxo sanguíneo geral do cérebro.
 
Inicialmente, a equipa procurou inserir coágulos sanguíneos na vasculatura do cérebro de ratinhos com Alzheimer e ver o efeito, mas descobriu que já havia bloqueios. “Isso fez virar a investigação ao contrário – era um fenómeno que já estava a acontecer”, esclareceu Nozomi Nishimura, investigadora no estudo.
 
Alguns estudos recentes tinham sugerido que um dos sintomas precoces detetáveis na demência são défices no fluxo sanguíneo cerebral.
 
Neste estudo, a equipa identificou o mecanismo celular que causa essa redução no fluxo sanguíneo cerebral em modelos de Alzheimer. Esse mecanismo é, como se viu, a aderência de neutrófilos (glóbulos brancos) aos capilares. 
 
Por outro lado, os investigadores observaram que ao bloquearem esse mecanismo celular, o fluxo sanguíneo melhorava. Por sua vez, o melhoramento do fluxo sanguíneo fez reparar imediatamente o desempenho cognitivo em tarefas relacionadas com a memória funcional e espacial.
 
A equipa já identificou cerca de 20 fármacos, muitos deles aprovados para uso humano, que têm o potencial de tratar a demência e que estão atualmente a ser ensaiados em ratinhos com Alzheimer.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Neuroscience”

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