Alterações climáticas levam a ciclo que fragiliza saúde da humanidadeNotícias de Saúde

Sexta, 23 de Novembro de 2018 | 5 Visualizações

Fonte de imagem: Public Radio

Especialistas alertaram que as alterações climáticas potenciam o aumento de doenças e levam a um ciclo que também fragiliza a saúde da humanidade, apurou a agência Lusa.
 
Num seminário sobre a adaptação às alterações climáticas no setor da Saúde, Francisco Ferreira e Myriam Lopes, da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Aveiro, respetivamente, falaram da qualidade do ar e lembraram que a poluição ambiental é atualmente a principal causa ambiental de morte prematura.
 
E explicaram como é que as alterações climáticas estão a elevar os níveis de ozono e dióxido de carbono na atmosfera, referindo alguns problemas de saúde que podem provocar.
 
Francisco Ferreira referiu que as alterações climáticas levarão a uma maior estagnação da atmosfera (menos movimento global) e a mais ondas de calor, e que com temperaturas muito altas haverá mais picos de ozono, um poluente atmosférico. Depois, acrescentou, altas temperaturas e ausência de chuva levam ao aumento da concentração de partículas na atmosfera.
 
A poluição no ar leva a mais mortes e a mais internamentos, o ozono provoca desde dores de cabeça a infeções pulmonares, e as partículas podem transportar substâncias tóxicas para os pulmões, alertou.
 
Myriam Lopes traçou depois um outro ciclo relacionado com as alterações climáticas explicando que a falta de água e os grandes períodos de seca, aliados a chuvadas intensas, vão afetar a quantidade e a qualidade dos alimentos e aumentar a desnutrição.
 
Depois, acrescentou a especialista, o aumento da temperatura reduz a capacidade de trabalho e diminui a produtividade, o que leva ao aumento da pobreza, a mais desigualdades sociais e a mais vulnerabilidade a doenças.
 
A um maior risco de doenças há a acrescentar ainda outros riscos físicos, acidentes, provocados por fenómenos extremos resultantes das alterações climáticas, alertou a responsável, citando dados do ano passado para dizer que em 2017 o número de refugiados devido ao clima foi idêntico ao dos refugiados devido a conflitos.
 
As alterações climáticas, ressalvou, são um desafio para a humanidade, mas não para o planeta. “Nós é que podemos não sobreviver a estas alterações climáticas, o planeta fica cá”, disse.

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