Alirocumab protege contra novo ataque cardíaco ou AVC em sobreviventes de ataque cardíacoNotícias de Saúde

Segunda, 12 de Novembro de 2018 | 4 Visualizações

Fonte de imagem: The Financial

Um ensaio clínico internacional de grandes dimensões demonstrou que a toma do fármaco alirocumab por doentes que tinham sofrido um ataque cardíaco ou ameaça de ataque cardíaco fez reduzir a possibilidade de sofrerem mais problemas cardíacos ou acidente vascular cerebral (AVC). 
 
O fármaco alirocumab pertence à classe de medicamentos inibidores da PCSK9 e é usado no tratamento do colesterol elevado. 
 
Gregory Schwartz, coautor do estudo, da Universidade do Colorado, EUA, explicou que o alirocumab atua através do aumento dos recetores do fígado que atraem partículas de colesterol LDL (“mau” colesterol) e dissolve-as. Como resultado, os níveis de colesterol LDL baixam cerca de 50%, mesmo que os doentes já estejam a tomar estatinas, acrescentou.
 
O ensaio foi conduzido por especialistas de várias instituições de investigação espalhadas pelo mundo e contou com a participação de 18.924 doentes de 57 países. 
 
Os participantes tinham pelo menos 40 anos de idade, tinham sido hospitalizados devido a ataque cardíaco ou ameaça (angina instável) e apresentavam níveis de colesterol de pelo menos 70 mg/dl, apesar de tomarem doses elevadas de estatinas.
 
A equipa dividiu-os em dois grupos com tratamentos diferentes: um grupo recebeu alirocumab autoinjectável, para ser administrado de 15 em 15 dias. A outra metade recebeu um placebo. Os doentes foram seguidos durante cerca de três anos. 
 
Durante aquele período, os níveis de colesterol LDL mantiveram-se entre os 40 e os 66 mg/dl no grupo do alirocumab. Nos pacientes do placebo, os níveis oscilaram entre os 93 e os 103 mg/dl. 
 
No grupo do placebo verificaram-se 1.052 mortes por doença coronária, novo ataque cardíaco, episódio de angina instável ou AVC. No grupo do alirocumab registaram-se 903 mortes pelas mesmas causas, o que representa uma redução de 15% no risco.
 
“Agora sabemos que podemos melhorar os resultados após um ataque cardíaco, adicionando alirocumab às estatinas em certos pacientes”, concluiu Gregory Schwartz.

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Referência
Estudo publicado na “New England Journal of Medicine”

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