Alimentos ultraprocessados causam excesso de consumo e de pesoNotícias de Saúde

Terça, 21 de Maio de 2019 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: WSlS 10

Um estudo recente apurou que as pessoas que consomem alimentos ultraprocessados comem em excesso e ganham peso em comparação com as que seguem uma alimentação minimamente processada.
 
Liderado por uma equipa de investigadores do Instituto Nacional da Diabetes e das Doenças Digestivas e do Rim, EUA, o estudo contou com a participação de 10 homens e 10 mulheres. 
 
A metade dos participantes foi oferecida uma alimentação ultraprocessada durante duas semanas, enquanto o outro grupo seguiu uma dieta sem alimentos processados.
 
Após aquelas duas semanas, e durante um período de outras duas semanas, cada grupo recebeu a dieta do outro grupo. Deste molde, cada grupo foi exposto a ambos os tipos de alimentação.
 
Os participantes receberam três refeições diárias e podiam consumir a quantidade de alimentos que quisessem. Tiveram ainda acesso a snacks e a água engarrafada durante todo o dia.
 
A equipa procurou equiparar ambos os tipos de alimentação em termos de nutrientes e esperava que a dieta de alimentos ultraprocessados resultasse num aporte de calorias semelhante, com poucas diferenças no peso corporal dos participantes. 
 
Contudo, quando os voluntários consumiram a dieta ultraprocessada, comeram uma média de 508 calorias adicionais por dia do que quando seguiram a dieta sem alimentos processados. Como resultado, engordaram uma média de 900 gramas durante aquele período, principalmente em forma de gordura corporal.
 
“Fiquei surpreendido pelos achados deste estudo porque pensava que se combinássemos as duas dietas em termos de componentes como açúcar, hidratos de carbono, proteínas e sódio, não haveria nada mágico nos alimentos ultraprocessados que fizesse com que as pessoas comessem mais”, disse Kevin Hall, investigador neste estudo.
 
A dieta não processada causou uma perda de peso média de 900 gramas e o aumento de uma hormona que suprime o apetite.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na “Cell Metabolism”

Notícias Relacionadas