Alimentos podem afetar relógio biológico internoNotícias de Saúde

Quinta, 17 de Julho de 2014 | 240 Visualizações

Os alimentos não apenas nutrem o organismo como também afetam o relógio biológico interno, o qual regula o ritmo diário de muitos aspetos do comportamento e da biologia humana, sugere um estudo publicado na revista “Cell Reports”.

O ritmo circadiano desempenha um papel importante nos horários de sono preferencial, nos picos de alerta e no tempo de determinados processos metabólicos. Este relógio permite que os genes obtenham uma expressão máxima a determinadas alturas do dia, permitindo que o organismo se adapte à rotação da terra.

“A dessincronização crónica entre os ritmos fisiológicos e ambientais não apenas conduz à diminuição do desempenho fisiológico, como também acarreta o risco no desenvolvimento de várias doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, distúrbios de dono e diabetes”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Makoto Akashi.

O ritmo circadiano envolve duas vias principais. Uma das vias está associada à resposta à luz e a outra com a resposta aos alimentos, sendo esta última menos conhecida. Através de experiências em cultura de células, os investigadores da Universidade de Yamaguchi, no Japão, descobriram que a insulina, a hormona pancreática que é secretada a em resposta à alimentação, pode estar envolvida no acerto do relógio biológico

De acordo com o investigador, o ajustamento do relógio mediado pela insulina em tecidos em que a alimentação é relevante, poderá permitir a sincronização entre os horários de refeição e a função do tecido. “A insulina poderá no fundo a ajudar a que o relógio do estômago se sincronize com o horário da refeição”, explicou Makoto Akashi.

Estes resultados fornecem informações importantes sobre o modo de ajustar o relógio biológico através da manipulação dietética. No caso do jet lag, o jantar deve ser rico em nutrientes que promovam a secreção da insulina, a qual poderá ajudar a avançar uma fase do ritmo circadiano, enquanto ao pequeno-almoço deve ser feito exatamente o contrário.

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Referência
Revista “Cell Reports”

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