Alimentação com base em plantas pode evitar risco de insuficiência cardíacaNotícias de Saúde

Sábado, 18 de Novembro de 2017 | 27 Visualizações

Fonte de imagem: Body Express

Seguir uma alimentação baseada em plantas traz muitos benefícios para a saúde. Recentemente foi descoberto que este tipo de alimentação está associado a um menor risco de insuficiência cardíaca em quem não tenha doenças cardíacas.
 
O achado teve por base um estudo conduzido por Kyla Lara e equipa, da Faculdade de Medicina Icahn no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque, EUA, e recentemente apresentado nas Sessões Científicas de 2017 da Associação Americana do Coração, EUA.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram cinco tipos diferentes de padrões alimentares, os quais foram identificados como sendo baseado em plantas, conveniência, doces, à moda do Sul (dos EUA) e saladas/bebidas alcoólicas.
 
A alimentação baseada em plantas contemplou folhosas escuras, fruta, peixe e leguminosas; a de conveniência incluía a chamada comida “fast-food”, batatas fritas, carne vermelha e massas; o padrão de doces abarcava pequenos-almoços com doces, chocolate, rebuçados, sobremesas e pães; a dieta à moda do Sul tinha ovos, fritos, carne processada e bebidas açucaradas; finalmente, a de saladas e álcool incluía molhos de salada, folhosas verdes, tomates, manteiga e vinho.
 
Foi apurado que os indivíduos que consumiam uma alimentação baseada em plantas apresentavam um risco 42% inferior de desenvolverem insuficiência cardíaca, em comparação com quem consumia menos alimentos inseridos naquele tipo de dieta, ao longo de quatro anos de acompanhamento dos participantes. 
 
Relativamente aos outros padrões alimentares analisados, não foi associada qualquer redução no risco de insuficiência cardíaca.
 
“Seguir uma alimentação maioritariamente com folhosas verde-escuras, fruta, feijão, cereais integrais e peixe, e limitar as carnes processadas, gorduras saturadas, gorduras trans, hidratos de carbono refinados e alimentos ricos em açúcar adicionado constitui um estilo de vida saudável para o coração e pode especificamente ajudar a prevenir a insuficiência cardíaca se não a tivermos ainda”, comentou Kyla Lara.

 

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Referência
Estudo apresentado nas Sessões Científicas de 2017 da Associação Americana do Coração

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