Afinal os laticínios gordos poderão não prejudicar a saúdeNotícias de Saúde

Segunda, 16 de Julho de 2018 | 17 Visualizações

Fonte de imagem: Psychology Today

O consumo de produtos lácteos gordos poderá afinal não ser prejudicial para a saúde cardiovascular, indicou um novo estudo.
 
Uma equipa de investigadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, EUA, não descobriu uma ligação significativa entre o consumo de gorduras de origem láctea e morte por acidente vascular cerebral (AVC) e doença cardíaca. 
 
Ao contrário do que se pensa, o estudo demonstrou que a gordura de origem láctea não faz aumentar o risco de doenças cardíacas e de mortalidade em geral entre a população mais idosa, e que um tipo de gordura láctea poderá inclusivamente ajudar a proteger contra um AVC severo.
 
Para o estudo, Marcia Otto, primeira autora do mesmo, e equipa avaliaram a relação entre múltiplos biomarcadores de ácidos gordos presentes em gordura láctea e as doenças cardíacas e a mortalidade por todas as causas durante um período de 22 anos. 
 
Os investigadores contaram com a participação de quase 3.000 pessoas com 65 anos de idade ou mais, aos quais foram medidos os níveis no plasma de três ácidos gordos derivados de produtos lácteos, em três alturas diferentes: no início, em 1992 e seis e 13 anos mais tarde.
 
Foi verificado que nenhum tipo dos ácidos gordos analisados estava associado significativamente à mortalidade total. Um tipo de ácido gordo foi inclusivamente associado a uma menor mortalidade por doença cardiovascular. 
 
Os participantes que apresentavam níveis mais elevados de ácidos gordos, o que sugere um maior consumo de laticínios gordos, apresentavam um risco 42% menor de morrerem devido a AVC.
 
Nos EUA as diretrizes nutricionais recomendam que se consuma produtos lácteos magros ou sem gordura. Mediante os achados deste estudo, Marcia Otto considera que estas diretrizes poderão necessitar de uma revisão. A investigadora acrescentou ainda que os produtos lácteos magros muitas vezes são ricos em açúcar, o que pode conduzir a problemas metabólicos e cardiovasculares.

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Referência
Estudo publicado na “The American Journal of Clinical Nutrition”

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