Afinal, a doença de Parkinson começa no intestino e não no cérebroNotícias de Saúde

Quinta, 12 de Janeiro de 2017 | 273 Visualizações

Fonte de imagem: Hoje São Paulo

Um grupo de cientistas pode alterar tudo o que se pensava saber sobre a doença de Parkinson.

A nova descoberta de um grupo de cientistas indica que a doença de Parkinson pode ser provocada por danos no intestino, e não no cérebro, como se pensava até hoje.

Os investigadores acreditam que esta nova descoberta pode abrir caminho para desenvolvimentos no combate da doença e até antes de os sintomas surgirem, ao direcionar os tratamentos para o sistema digestivo antes de a doença se espalhar e chegar ao cérebro.

A doença degenerativa envolve a morte de neurónios no cérebro, tremores, rigidez e problemas de mobilidade.

Há medicamentos disponíveis para ajudar a combater a doença, mas tornam-se menos eficazes à medida que a mesma se desenvolve.

Uma das características da condição é o depósito de fibras insolúveis de uma substância chamada sinucleína. Geralmente encontradas em células nervosas saudáveis, em pessoas com Parkinson, algo faz com que as moléculas de sinucleína se deformem tornando-se em aglomerados como fibras.

As indicações de que esta transição pode começar fora do cérebro surgiram há uma década, quando os patologistas relataram ter visto as fibras sinucleínas nos nervos do intestino durante as autópsias - tanto em pessoas com Parkinson quanto naquelas sem sintomas, mas que tinham as fibras no cérebro.

Agora, as fibras de sinucleína foram encontradas a viajar do intestino para dentro do cérebro.

Collin Challis, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e os seus colegas injetaram fibras de sinucleína no estômago e intestino de roedores.

Apenas três semanas depois, as fibras podiam ser vistas na base do cérebro, e dois meses depois tinham viajado para partes do cérebro que controlam o movimento.

Nenhum vírus ou bactéria foi identificado como causa. Mas as primeiras provas sugerem que as pessoas com Parkinson têm bactérias intestinais diferentes das que têm as pessoas saudáveis. O Daily Mail destaca que alguns médicos já estão a experimentar o tratamento de pacientes com antibióticos ou transplantes fecais.

Partilhar esta notícia
Referência
Vânia Marinho

Notícias Relacionadas