ADSE quer mais acordos com prestadores “privilegiados”Notícias de Saúde

Terça, 13 de Fevereiro de 2018 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: HPP

ADSE quer celebrar mais acordos com prestadores de serviços de saúde "privilegiados". Além disso, quer passar a prestar diretamente esse tipo de cuidados através de compras ou de novas unidades.

 

ADSE quer celebrar mais acordos com prestadores de saúde “privilegiados” ou “preferenciais”, que garantam preços mais baixos ao instituto e aos seus beneficiários. No seu Plano Estratégico para os próximos três anos, a entidade pública considera “cruciais” esses novos elos e realça a intenção de passar a prestar ela mesma cuidados de saúde, através da participação em unidades já existentes, ou da construção e gestão de novas unidades próprias. O documento a que o Negócios teve acesso é discutido, esta segunda-feira, pelo Conselho Geral e de Supervisão (CGS).

De acordo com o Plano Estratégico da ADSE, estas propostas justificam-se pela “forte dependência” de um número reduzido de prestadores de cuidados de saúde de grande dimensão, pela necessidade de controlar e de reduzir custos e pela vontade de oferecer serviços mais baratos aos beneficiários.

“Este caminho começou a ser feito em 2017, com a celebração de dois acordos com prestadores preferenciais na área oncológica reconhecidos pelo seu serviço de excelência, os quais oferecem valores mais económicos por ato, quer para o beneficiário, quer para a ADSE”, esclarece o documento.

Por outro lado, a possibilidade da ADSE se assumir ela mesma como prestadora direta de serviços de saúde surgiu em 2016, quando o diploma que a transformou num Instituto Público autorizou a sua participação “em entidades de direito privado com ou sem fins lucrativos, bem como a aquisição de participações nessas entidades”.

O Conselho Geral e da Supervisão da ADSE já se mostrou descontente com estas propostas, considerando que o documento deveria ser mais orientado para os beneficiários e mais concreto quanto à previsível evolução da situação financeira. O órgão pede ainda a garantia de que os descontos dos beneficiários não voltem a aumentar.

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Autor
ECO
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