Aditivo alimentar comum associado a falta de exercício físicoNotícias de Saúde

Sexta, 11 de Janeiro de 2019 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: Sky News

Um estudo recente revelou uma associação entre um aditivo comum na alimentação do tipo ocidental e a falta de atividade física.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Wanpen Vongpatanasin, do Complexo Médico Southwestern da Universidade do Texas, EUA, o estudo descobriu que o fosfato inorgânico pode causar inatividade física e deteriorar a forma cardíaca em roedores e humanos.
 
A indústria alimentar usa fosfatos para manter os alimentos frescos por mais tempo e intensificar o seu sabor. As salsichas, a carne processada, o peixe enlatado, alimentos cozinhados no forno e refrigerantes são alguns dos alimentos aos quais são adicionados fosfatos.
 
Para o estudo, os investigadores puseram dois grupos de ratinhos saudáveis a consumir a mesma dieta. No entanto, à dieta de um dos grupos foram adicionados fosfatos em quantidades equivalentes às consumidas por um adulto norte-americano.
 
Os ratinhos seguiram as dietas durante um período de 12 semanas. 
 
Foi observado que os ratinhos que tinham consumido o fosfato adicional apresentavam um metabolismo com incapacidade em queimar gordura. A equipa detetou ainda alterações em 5.000 genes que ajudam a processar a gordura e no metabolismo celular nos mesmos ratinhos.
 
Posteriormente, a equipa analisou dados de 1.603 pessoas saudáveis que usaram monitores, durante sete dias, para registar os níveis de exercício físico praticado.
 
Como resultado, os investigadores detetaram que os níveis mais elevados de fosfatos no sangue estavam correlacionados com um maior sedentarismo e menos tempo despendido a praticar exercício físico moderado a intenso.  
 
Mediante os resultados observados, Wanpen Vongpatanasin considerou que “poderá ser altura de forçarmos a indústria alimentar a pôr isto nos rótulos para que saibamos quanto fosfato é colocado na nossa alimentação”.  

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na “Circulation”

Notícias Relacionadas