Acidente vascular cerebral: encontrada substância capaz de combater danosNotícias de Saúde

Sábado, 15 de Março de 2014 | 59 Visualizações

Um substância que pode ser naturalmente encontrada no organismo é capaz de reduzir substancialmente os danos ocorridos após um acidente vascular cerebral (AVC) agudo e contribuir também para uma melhor recuperação, sugere um estudo publicado na revista “Stroke”.

O ativador do plasminogénio tecidular (tPA, sigla em inglês) é o único tratamento aprovado pela FDA para o AVC agudo. Contudo, este tem de ser administrado pouco tempo após o AVC ter iniciado para que se obter bons resultados. Este tratamento tem também o potencial de causar hemorragias cerebrais.

Neste estudo, os investigadores do Hospital Henry Ford, nos EUA, observaram que a administração de um peptídeo denominado por AcSDKP era capaz de reduzir substancialmente os danos neurovasculares e melhorar a recuperação de um AVC isquémico. Este é um tipo de AVC que ocorre quando uma artéria do cérebro é bloqueada por um coágulo, impedido a oxigenação e matando consequentemente o tecido cerebral.

O estudo apurou que a administração do AcSDKP aumentava a janela terapêutica para quatro horas após o AVC ter tido início, e que quando administrado com o tPA, aumentava o efeito terapêutico deste último. Foi ainda apurado que quando o AcSDKP era administrado uma hora após o AVC era considerado um tratamento eficaz.

Estudos anteriores já tinham demonstrado que o AcSDKP tinha propriedades anti-inflamatórias e que ajudava a proteger o coração quando utilizado para tratar várias doenças cardiovasculares. Na opinião dos autores do estudo, este peptídeo apresenta benefícios neurológicos semelhantes.

Os investigadores, liderados por Z. G. Zhang, descobriram ainda que o AcSDKP era capaz de atravessar a chamada barreira sangue cérebro, a qual é capaz de bloquear a entrada de outras substâncias neuroprotetoras.

Para além de terem verificado que a administração isolada do AcSDKP, ou conjuntamente com tPA, diminuía os danos neurológicos associado ao AVC, esta ação era conseguida sem o aumento de incidência de hemorragia cerebral ou formação de coágulos sanguíneos adicionais.

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Autor
Estudo publicado na revista “Stroke” / Alert Science
Referência
investigadores do Hospital Henry Ford, nos EUA

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