A vitamina D previne o risco de cancro colorretal?Notícias de Saúde

Terça, 19 de Junho de 2018 | 28 Visualizações

Fonte de imagem: Labiotech

Um novo estudo apurou que as concentrações circulantes de vitamina D no sangue exercem uma influência sobre o risco de desenvolvimento de cancro colorretal.
 
Efetivamente, o estudo de mais de 20 instituições científicas e académicas norte-americanas, várias das quais de renome, conseguiu estabelecer uma relação protetora entre possuir níveis mais elevados do que os atualmente recomendados para manter a saúde óssea e a incidência daquele tipo de cancro. Os estudos até à data tinham oferecido resultados inconclusivos.
 
Para o estudo, os investigadores recolheram dados antes do diagnóstico de cancro colorretal de participantes de 17 coortes prospetivas, tendo sido usados critérios normalizados em todos os estudos e evitar inconsistências ocorridas em estudos anteriores. 
 
A análise incluiu mais de 5.700 casos de cancro colorretal e 7.100 controlos oriundos dos EUA, países europeus e asiáticos. Os participantes foram seguidos durante uma média de 5,5 anos.
 
Como resultado, foi verificado que em comparação com os participantes que apresentavam concentrações circulantes de vitamina D consideradas suficientes para manter a saúde óssea (critérios norte-americanos), os que possuíam concentrações insuficientes da vitamina corriam um risco de 31% de desenvolverem cancro colorretal.
 
Os participantes com os níveis de vitamina D acima dos recomendados apresentavam uma redução de 22% no risco de cancro colorretal, uma associação que se revelou mais forte nas mulheres do que nos homens.
 
Estas relações permaneceram significativas, mesmo após os ajustes relativos a outros fatores que fazem aumentar o risco de cancro colorretal. No entanto, observou-se que com as maiores concentrações de vitamina D o nível de proteção não aumentou.
 
Os autores concluíram que, mediante os resultados, as autoridades de saúde deveriam pensar recomendar a vitamina D para ajudar a reduzir o risco do cancro colorretal.

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Referência
Estudo publicado na “Journal of the National Cancer Institute”

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