A respiração é suficiente para espalhar o vírus da gripeNotícias de Saúde

Terça, 23 de Janeiro de 2018 | 321 Visualizações

Fonte de imagem: Circle of Docs

Um novo estudo demonstrou que o vírus da gripe é mais facilmente transmissível do que se pensava.
 
Considera-se que o vírus da gripe se espalha através de gotículas provenientes de espirros e tosse de indivíduos infetados, ou do toque em superfícies contaminadas. Mas afinal, a simples respiração pode transmitir o vírus para outrem.
 
Estas conclusões foram obtidas com o trabalho conduzido, em colaboração, por uma equipa de investigadores de várias universidades norte-americanas, liderados por Donald Milton da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Maryland.      

Para o estudo, a equipa recolheu e analisou o vírus da gripe do ar exalado por 142 pessoas com gripe, através da respiração normal, fala, espirros e tosse espontâneos com o objetivo de avaliar a capacidade infeciosa dos aerossóis emitidos.
 
Foram recolhidos 218 esfregaços nasofaríngeos dos participantes e ainda 218 amostras de 30 minutos de ar exalado, tosse espontânea e espirros, recolhidos nos primeiros três dias após o início dos sintomas.
 
Com a análise das amostras, verificou-se que um número significativo de pacientes libertava o vírus infecioso em forma de partículas de aerossóis suficientemente pequenas para constituírem um risco de transmissão do mesmo através do ar. 
 
Mais, num número amostras de ar exalado sem tosse foi detetado vírus infecioso, o que sugere que a tosse não é necessária para obter aerossóis infeciosos. Com as amostras de ar exalado com espirros observou-se que os mesmos não tinham contribuído grandemente para a presença de vírus infecioso nos aerossóis.  
 
“Os achados do estudo sugerem que manter as superfícies limpas, lavar sempre as mãos e evitar pessoas que tossem não oferecem proteção total contra a gripe”, concluiu Sheryl Ehrman, da Universidade do Estado de San José. “Ficar em casa e fora dos espaços públicos pode fazer a diferença na disseminação do vírus”, concluiu a investigadora.

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Referência
Estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”

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