A poluição é responsável por 16% das mortes globalmenteNotícias de Saúde

Quarta, 25 de Outubro de 2017 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Um relatório elaborado pela Comissão da Poluição e Saúde da revista científica “The Lancet” (“The Lancet Commission on Pollution and Health”), no seu original em inglês), indicou que em 2015 sucederam 9 milhões de mortes prematuras globalmente devidas à poluição.
 
Bruce Lanphear, docente de ciências da saúde da Universidade Simon Fraser, EUA, é o comissário e autor da comissão que elaborou o relatório dedicado aos efeitos nocivos da poluição sobre a saúde global, a qual foi responsável por a 16% do total de mortes em todo o mundo. 
 
“Esta é a primeira análise global sobre os impactos da poluição – ar, água, solo, ocupacional – juntos, assim como a explorar os custos económicos e a injustiça social da poluição”, disse o especialista. 
 
“A poluição, que está na base de muitas doenças e problemas que afetam a humanidade, é inteiramente evitável”, acrescentou. 
 
O relatório apresenta soluções e recomendações sobre a forma de resolver o problema da poluição. As recomendações são acompanhadas por exemplos de estudos de casos de sucesso no controlo da poluição).
 
É explicado que os 16%, ou 9 milhões de mortes que sucederam em 2015 devido à poluição, representam três vezes mais mortes do que as provocadas pela SIDA, tuberculose e malária juntas. Aquela percentagem representa também 15 vezes mais mortes do que as causadas por qualquer forma de violência ou guerra.
 
É também preocupante saber que a poluição causa mais mortes do que a fome, fumar e desastres naturais. E em alguns países a poluição é responsável por um quarto da mortalidade.
 
Mais, quase 92% das mortes ocorridas devido à poluição ocorrem nos países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. 
 
As crianças são quem mais está em risco de sofrer graves consequências pois a exposição intrauterina e nos primeiros anos de vida a químicos pode causar doenças vitalícias, morte prematura, incapacidade e problemas de aprendizagem e consequentemente salarial.

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Referência
Estudo publicado na “The Lancet”