A obesidade e o cancro da próstata estão associados?Notícias de Saúde

Quarta, 27 de Junho de 2018 | 90 Visualizações

Fonte de imagem: Aaom.org

A relação entre a obesidade e o cancro da próstata, bem como a prevenção e tratamento desta doença, vão ser objeto de estudo num projeto que vai ser desenvolvido pela Universidade da Beira Interior (UBI), noticiou a agência Lusa.
 
"A investigação (…) procurará clarificar de que forma a alimentação e os estilos de vida, nomeadamente a exposição a desreguladores endócrinos, contribuem para a alteração do metabolismo das células afetadas", aponta a universidade.
 
Com o nome "ProMETAB – Fatores extrínsecos na modulação do metabolismo da próstata: aplicações na prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro", o projeto vai centrar-se nas causas da doença e formas de prevenção.
 
Segundo a informação, na prevenção "serão estudados alguns fatores que podem atuar como agentes protetores, averiguando qual o efeito da dieta mediterrânica, considerada uma das mais saudáveis do mundo, na manutenção do ‘metabolismo saudável’ das células da próstata”.
 
"Iremos clarificar de que modo alguns componentes da dieta mediterrânica, nomeadamente frutos da região da Cova da Beira e plantas aromáticas usadas como condimentos, poderão ter um impacto decisivo, contrariando os efeitos da obesidade e da disrupção endócrina no desenvolvimento do cancro da próstata", explica a investigadora responsável pelo ProMETAB, Sílvia Socorro.
 
Outro dos objetivos será identificar um conjunto de moléculas que se espera poderem vir a ser exploradas como novos medicamentos. “Com esta estratégia, reunir-se-á um conjunto de informação pré-clínica que, posteriormente, poderá ser aplicada em redes de investigação translacional", acrescenta Sílvia Socorro.
 
A UBI frisa ainda que o "ProMETAB” tem em consideração que o cancro é cada vez mais visto como uma doença que pode ser evitada pela adoção de estilos de vida saudáveis e pela minimização da exposição a fatores de risco.
 
"No caso da próstata, um trabalho publicado em 2016 na Revista Nature estima que corresponda a mais de 90% dos casos", destaca a coordenadora do projeto.

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Referência
Estudo da Universidade da Beira Interior

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