A nilvadipina poderá desacelerar a doença de Alzheimer?Notícias de Saúde

Quinta, 20 de Junho de 2019 | 53 Visualizações

Fonte de imagem: as.com

Um novo estudo demonstrou que o fármaco nilvadipina poderá ser promissor para atrasar o desenvolvimento da doença de Alzheimer.  
 
O fármaco fez aumentar o fluxo sanguíneo no hipocampo, uma região do cérebro associada à memória e aprendizagem, em pacientes com a doença neurodegenerativa. 
 
A nilvadipina é um bloqueador dos canais de cálcio e é usado para tratar a hipertensão. Para o estudo, investigadores do Centro Médico da Universidade de Radboud, na Holanda, propuseram-se descobrir se aquele fármaco poderia ajudar a tratar a Alzheimer. 
 
A equipa recrutou 44 pacientes com Alzheimer ligeira a moderada, que foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Durante um período de seis meses, um grupo recebeu nilvadipina e o outro um placebo.
 
Tanto os participantes como os investigadores desconheciam o que cada grupo tinha recebido. No início da intervenção e seis meses depois, os participantes foram submetidos a ressonância magnética com o intuito de medir o fluxo sanguíneo em regiões específicas do cérebro.
 
A equipa observou que o fluxo sanguíneo no hipocampo tinha aumentado 20% no grupo da nilvadipina em comparação com o grupo do placebo. O fluxo sanguíneo noutras regiões do cérebro permaneceu inalterado em ambos os grupos.
 
Estes achados significam que o típico declínio no fluxo sanguíneo cerebral em pacientes com a doença de Alzheimer pode ser revertido nalgumas regiões. Contudo, a questão da obtenção de benefícios clínicos mantinha-se.
 
Noutro estudo de maiores dimensões, em que a nilvadipina foi comparada com um placebo, os participantes foram analisados entre 2013 e 2015. O fluxo sanguíneo no cérebro não foi medido. De forma geral, não foram detetados benefícios clínicos com o uso da nilvadipina. 
 
Contudo, um subgrupo com apenas sintomas ligeiros de Alzheimer demonstrou benefícios em forma de um declínio mais lento na memória.  

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Hypertension”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados