A beterraba poderá ajudar na luta contra a Alzheimer?Notícias de Saúde

Segunda, 26 de Março de 2018 | 217 Visualizações

Fonte de imagem: Healthline

Um estudo sugere que a betanina, o composto da beterraba que lhe confere a distintiva cor vermelha, poderá ajudar a desacelerar a progressão da doença de Alzheimer.
 
O estudo que foi recentemente apresentado no Congresso da Associação Química Americana, EUA, poderá conduzir ao desenvolvimento de fármacos que aliviem alguns dos efeitos a longo prazo da doença que é a principal causa de demência globalmente. 
 
Até à data não se conseguiu perceber a causa da doença de Alzheimer. Os investigadores admitem que o beta-amiloide, um peptídeo que se acumula no cérebro causando falhas na comunicação entre os neurónios, poderá desempenhar um papel-chave no desenvolvimento da doença. 
 
Quando o beta-amiloide se liga a moléculas de metais, especialmente o cobre e o zinco, no cérebro formam-se os agregados do peptídeo e o enovelamento incorreto, que causam inflamação e oxidação nos neurónios adjacentes, um processo semelhante ao enferrujamento, resultando em dados irreparáveis e na morte neuronal.
 
Estudos anteriores tinham demonstrado que o sumo de beterraba fazia melhorar o fluxo de oxigénio no cérebro e possivelmente melhorar o seu desempenho.
 
Com base nestes dados, Li-June Ming e Cole Cerrato da Universidade da Florida do Sul, EUA, decidiram investigar se a adição de betanina àquela mistura química poderia bloquear o efeito da agregação e prevenir os danos nos neurónios. 
 
A equipa conduziu vários ensaios com o composto 3,5-di-terc-butil-catecol (DTBC) que é usado para fazer o rastreio da química da oxidação. Os investigadores mediram a reação oxidativa do DTBC quando estava apenas exposto à beta-amiloide, à beta-amiloide ligada a cobre e à beta-amiloide ligada a cobre numa mistura com betanina. 
 
Isoladamente, o beta-amiloide causou pouca oxidação ou nenhuma no DTBC; por outro lado, o beta-amiloide ligado ao cobre induziu oxidação substancial no DTBC. No entanto, na mistura com betanina, a oxidação diminuiu em 90%, o que sugere que se deu uma supressão potencial do enovelamento incorreto do peptídeo.  
 
“Os nossos dados sugerem que a betanina, um composto do extrato de beterraba, é promissora como inibidora de certas reações químicas envolvidas na progressão da doença de Alzheimer”, concluiu Li-June Ming, investigador neste estudo.

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Referência
Estudo apresentado no Congresso da Associação Química Americana

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