A ansiedade pode ser indicador precoce da Alzheimer?Notícias de Saúde

Quarta, 17 de Janeiro de 2018 | 94 Visualizações

Fonte de imagem: Huffington

Os níveis mais elevados da proteína beta-amiloide poderão estar associados a um aumento de sintomas de ansiedade, podendo constituir um sintoma precoce da doença de Alzheimer, sugere um novo estudo.
 
Os resultados do estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores do Hospital Brigham and Women’s, EUA, vêm dar força à hipótese em que os sintomas neuropsiquiátricos podem representar manifestações precoces da doença de Alzheimer em indivíduos mais velhos. 
 
Para o estudo, a equipa analisou dados do Estudo do Envelhecimento Cerebral de Harvard (“Harvard Aging Brain Study”, no seu original em inglês), que é um estudo observacional com o objetivo de identificar as alterações neurobiológicas e clínicas da Alzheimer em fase precoce, em adultos mais velhos. 
 
O grupo estudado incluía 270 homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 62 e os 90 anos de idade, que eram cognitivamente normais e sem doenças psiquiátricas ativas.
 
No início do estudo os voluntários foram submetidos a exames de imagem usados normalmente em estudos sobre a doença de Alzheimer, e a avaliações anuais através da Escala de Depressão Geriátrica (EDG), a qual é utilizada para detetar estados depressivos nos idosos. 
 
A equipa calculou a pontuação total para a EDG e a pontuação para três sintomas de depressão: apatia/anedonia, disforia e ansiedade ao longo de cinco anos.
 
Os resultados revelaram que os níveis mais elevados de beta-amiloide estavam associados a sintomas mais pronunciados de ansiedade ao longo do tempo em adultos mais velhos e cognitivamente normais. 
 
Estes resultados sugerem que a deterioração dos sintomas de ansiedade-depressão poderá constituir um indicador precoce de níveis elevados de amiloide-beta e por sua vez, da doença de Alzheimer. 
 
“Isto sugere que os sintomas de ansiedade podem ser uma manifestação da doença de Alzheimer antes do início da incapacidade cognitiva. Se mais estudos substanciarem a ansiedade como um indicador precoce, será importante não só para identificar pessoas com a doença numa fase inicial, mas também para a tratar e potencialmente desacelerar ou prevenir o processo da doença numa fase inicial”, comentou Nancy Donovan, primeira autora do estudo.

 

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Referência
Estudo publicado na revista “American Journal of Psychiatry”

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