A ansiedade pode ser benéfica após enfarte do miocárdioNotícias de Saúde

Quarta, 07 de Março de 2018 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: TMR Research

Um novo estudo demonstrou que os indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada (TAG) podem apresentar melhores resultados clínicos após sofrerem um enfarte do miocárdio.
 
O estudo que foi conduzido por investigadores liderados por Karl-Heinz Ladwig da Universidade Técnica de Munique, Alemanha, contou dados retirados do estudo, igualmente de Munique, conhecido como MEDEA, que analisou o atraso em pacientes com enfarte agudo do miocárdio.
 
Os investigadores analisaram dados relativos a 619 pacientes com enfarte do miocárdio que tinham sido entrevistados como parte do estudo MEDEA, e que contemplavam informação como hora de chegada ao hospital e desenvolvimento da doença.
 
Foi verificado que 12% dos pacientes entrevistados tinham também TAG.
 
A análise da equipa apurou que os pacientes com TAG tinham reagido com mais rapidez ao ataque do coração e ido muito mais cedo para o hospital. 
 
Com efeito, as mulheres com TAG chegaram ao hospital em média 112 minutos após o início do ataque do miocárdio, enquanto as que não tinham ansiedade demoraram duas horas adicionais antes de procurarem cuidados médicos. 
 
Nos homens, embora o efeito da TAG tivesse sido benéfico, a procura de assistência médica para o ataque cardíaco sucedeu apenas 48 minutos mais cedo, nos que tinham ansiedade, em relação aos que não tinham a doença.
 
Ironicamente, como lembra o investigador principal do estudo, ter ansiedade faz aumentar a propensão de se desenvolver uma doença cardiovascular. Mas meia hora é vital para se sobreviver a um enfarte do miocárdio.
 
“Os indivíduos com o transtorno da ansiedade correm um maior risco de terem um ataque cardíaco, mas apresentam uma maior possibilidade de lhe sobreviverem”, concluiu. “Os nossos dados revelaram um fator importante. Os indivíduos com distúrbio de ansiedade reagem frequentemente com mais sensibilidade às suas necessidades de saúde”, rematou. 

 

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Referência
Estudo publicado na revista “Clinical Research in Cardiology”

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