A alimentação pode influenciar os sintomas da esclerose múltipla?Notícias de Saúde

Quarta, 13 de Dezembro de 2017 | 204 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Um novo estudo revelou que uma alimentação rica em hortaliça, fruta e cereais integrais pode melhorar os sintomas da esclerose múltipla e a incapacidade causada pela doença.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, teve como intuito investigar o potencial que poderia oferecer a alimentação na gestão dos sintomas da esclerose múltipla para preencher a falta de evidência existente na área.
 
Para o efeito, Kathryn Fitzgerald e equipa contaram com os dados de questionários feitos a 6.989 pacientes com esclerose múltipla que pertenciam ao registo do Comité de Pesquisa da América do Norte (“North American Research Committee”).
 
As respostas aos questionários incluíam informação sobre o estilo de vida dos pacientes, atividade física, peso, hábitos de fumar, nível de incapacidade, gravidade dos sintomas de mobilidade, dor, depressão e fadiga e ainda se os participantes tinham tido recaídas relativamente aos sintomas da doença no decorrer dos últimos seis meses. 
 
Os pacientes considerados como tendo a melhor alimentação do grupo foram aqueles que consumiam uma média de 1,7 porções de cereais por dia e 3,3 porções de fruta, hortaliça e leguminosas e a pior alimentação os que consumiam uma média de 0,3 porções diárias de cereais integrais e 1,7 porções de fruta, hortaliça e leguminosas.
 
Os investigadores descobriram que os participantes com as alimentações mais saudáveis apresentavam uma propensão 20% menor de sofrerem de incapacidade física severa do que os participantes com as alimentações menos saudáveis.
 
Foi também observado que os pacientes com um estilo de vida geral mais saudável tinham uma propensão 50% menor de terem depressão, 30% menor de sofrerem de fadiga severa e mais de 40% menor de sentirem dor em comparação com os que não tinham um estilo de vida saudável.
 
 “Embora este estudo não determine que um estilo de vida saudável reduz os sintomas de EM [esclerose múltipla] ou se ter sintomas mais severos torna difícil às pessoas adotarem um estilo de vida saudável, proporciona evidência de uma ligação entre os dois”, conclui a autora principal do estudo. 

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Referência
Estudo publicado na “Neurology”

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