93% dos casos de insuficiência cardíaca têm doenças associadasNotícias de Saúde

Terça, 09 de Maio de 2017 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: Huffington

A grande maioria (93%) dos doentes com insuficiência cardíaca acompanhados em cuidados de saúde primários têm outras doenças associadas, representando o seu seguimento um custo médio anual estimado em 552 euros, revela um estudo.
 
Segundo apurou a agência Lusa, o estudo concluiu ainda que os doentes realizaram, em média, cinco consultas com o médico de família em 2014 e a quase totalidade consumiu medicamentos relacionados com a sua doença cardiovascular durante esse ano.
 
Em contrapartida, cerca de um terço (35%) não realizou quaisquer exames médicos relacionados com a doença cardiovascular, no contexto do seu seguimento nos cuidados de saúde primários.
 
Realizado pelo Centro de Medicina Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e pelo Centro de Estudos Aplicados da Católica Lisbon School of Business and Economics, o estudo envolveu 1,9 milhões de utentes na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo durante 2014.
 
Deste universo de doentes, 25.000 (1,4%) estavam registados com o diagnóstico de insuficiência cardíaca, um valor que é cerca de 30% do esperado de acordo com a prevalência da doença em Portugal.
 
“A diferença pode ser explicada pelo facto do diagnóstico de insuficiência cardíaca não ter sido registado ou realizado (subdiagnóstico) em cuidados de saúde primários, ou ainda, pelo facto de o doente não ter tido nenhuma consulta com o seu médico de família durante 2014”, explica a investigação.
 
Analisando o perfil destes doentes, o estudo aponta que tinham uma idade média de 77 anos e mais de metade (58%) eram mulheres. Mais de 90% tinha pelo menos uma outra doença relevante associada, sendo as mais frequentes a pressão arterial elevada (81%), diabetes (32%) e doença isquémica do coração (27%).
 
A insuficiência cardíaca é uma situação clínica debilitante e potencialmente fatal, em que o coração não consegue bombear sangue suficiente para todo o corpo.
 
Na maioria dos casos, ocorre porque o músculo cardíaco responsável pela ação de bombear o sangue enfraquece ao longo do tempo ou torna-se demasiado rígido.
 
Os sintomas podem ser muito debilitantes: dificuldade em respirar, pernas inchadas devido a acumulação de líquidos, fadiga intensa, tosse ou pieira, náuseas e aumento de peso devido à acumulação de líquidos.

Partilhar esta notícia
Autor
Lusa
Referência
Estudo da Universidade de Lisboa e Católica Lisbon School of Business and Economics

Notícias Relacionadas