5 falsos mitos do runningNotícias de Saúde

Domingo, 31 de Maio de 2015 | 22 Visualizações

Mito1: Correr lesiona 

Existem estudos que indicam o contrário. Por exemplo, a Escola de Medicina John Hopkings escreveu sobre o efeito protetor das corridas longas contra a degeneração das articulações. Outro estudo concluiu que existia uma relação direta entre os corredores e a prevenção da osteoartrite. Por outro lado, os impactos nas mulheres têm benefícios especiais, referimo-nos à prevenção da osteoporose. Os impactos produzidos pela passada de corrida estimulam os osteoblastos, as células que regeneram e constroem os ossos. Isto melhor muito a nossa saúde óssea, atrasa ou evita a degeneração óssea e por isso prevenimos a osteoporose.

Afirmar que correr lesiona os joelhos é semelhante a dizer que ir ao ginásio lesiona os músculos ou estudar muito cansa o cérebro… mas é aconselhável melhorar e reforçar posteriormente.

Mito 2: Menos drop nas sapatilhas

A ACSM (American College of Sports Medicine), no anterior encontro anual, não encontrou benefícios significativos na economia de corrida ao mudar para sapatos .

Pelo seu lado, o Times publicou mais estudos que demonstravam que usar sapatilhas minimalistas não tinha uma relação direta com o fortalecimento dos músculos do pé. Isto destrói alguns dos argumentos que defendiam o calçado minimalista como um fator preventivo de lesões.

Paralelamente começa a surgir outra tendência contrária, o ‘maximalismo’. Tratam-se de sapatilhas com uma grande sola, com um perfil muito alto e elevadíssimo amortecimento.

Alguns modelos começam a ganhar popularidade entre alguns corredores de ultrafundo.

Mito 3 As tuas melhores marcas de sempre antes dos 30 anos

Não há dúvida que em desportos e provas que requerem e explosão é na juventude que se obtêm os melhores resultados. Pelo contrário, cada vez existem mais dados e evidências científicas que demonstram que em distâncias mais longas o nosso rendimento pode continuar muito bom mesmo depois de entrar pelos 40 adentro.

Um estudo recentemente publicado analisou os resultados de corridas de 24 horas (ultradistância) pelo mundo fora de 1977 a 2012. A média de idades das 10 melhores mulheres foi de 40,9 anos e no caso dos homens de 43 anos. Uma das razões que os investigadores consideram na equação é o fator motivacional e psicológico já que tem um papel importante em todos estes desportistas. A motivação intrínseca para correr, a satisfação de fazê-lo todos os dias e a sensação de melhorias são fatores de maior peso nesta faixa etária do que a competitividade e o prestígio dos resultados que ganham maior importância em idades mais jovens.

Mito 4: Correr sem tomar o emagrece mais

Correr em jejum com níveis baixos de glicose no sangue implica gastar reservas de glicogénio pelo que ficamos cansados muito antes. Além disso, ao praticar exercício sem comer nada, o nosso corpo reage com stresse físico ficando em que se acumulam tensões e vontade insaciável de . Mas também não é preciso correr logo a seguir ao pequeno-almoço porque estamos a fazer a digestão o que pode dificultar a tarefa.

Come alguma coisa leve se te acabaste de levantar e se decidires correr durante o dia, o ideal será duas horas depois de comer, com o estomago vazio (o que não significa em jejum).

Mito 5: Controlar a ajuda-me a evitar o cansaço e aumenta o meu rendimento

Outro mito muito habitual entre muitos corredores, tanto principiantes como experientes. O nosso corpo tem recetores em diferentes pontos do nosso sistema circulatório que captam concentrações de diferentes gases e metabólitos no sangue, determinando o ritmo respiratório em função deles. Por isso é que se tentarmos adaptar o ritmo respiratório à cadência da passada ou tentar evitar uma respiração acelerada faz muitas vezes com que acumulemos determinados gases e metabólitos no sangue, como o ácido lático, o que aumenta a fadiga. Por isso devemos deixar que o nosso corpo respire ao ritmo que necessitar e da maneira que se encontre mais confortável. Este ponto não contraria as técnicas respiratórias como a respiração diafragmática ou o treino da musculatura acessória respiratória o que poderia ajudar a ter uma respiração mais eficiente.

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