10 tratamentos e exames médicos demasiado usados e desnecessáriosNotícias de Saúde

Quarta, 11 de Outubro de 2017 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Uma equipa de investigadores conduziu um estudo, cujos resultados identificaram os 10 procedimentos e tratamentos excessivamente usados e desnecessários em 2016 nos EUA.
 
O estudo conduzido por Daniel Morgan e colegas, da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, teve como base a revisão de 2.252 artigos científicos, identificados através das palavras-chave “desapropriado”, “desnecessário”, “uso excessivo” e “tratamento excessivo” (traduções do inglês). 
 
Os investigadores encontraram 1.224 artigos que abordavam diretamente a intervenção médica excessiva, em que os cuidados prestados apresentam mais malefícios potenciais do que benefícios potenciais. Estes resultados não significam, naturalmente, que estes exames e procedimentos devam ser evitados, mas sim ajudar a comunidade médica a identificar os que são usados em excesso.
 
Ecocardiografia transesofágica: imagiologia ao coração com ultrassom, em vez de eletrocardiograma, e em que é inserido um tubo no esófago. O estudo sugere que o risco da sedação não é superior aos detalhes extra fornecidos por este exame.
 
Angiografia pulmonar por tomografia computadorizada: imagiologia às artérias pulmonares em pacientes com sintomas respiratórios. Apesar de não ser invasivo produz radiação no paciente. A demora com este exame pode fazer aumentar o risco de complicações.
 
Tomografia computadorizada em quaisquer pacientes com sintomas respiratórios: se for em sintomas que não põem a vida em risco, este tipo de exame pouco faz para melhorar os resultados do paciente e além disso aumenta o risco de dar falsos positivos.
 
Ultrassonografia e colocação de “stent” na artéria carótida: foi verificado que 90% dos exames foram efetuados em pacientes assintomáticos e resultaram na implantação desapropriada de um “stent” para alargar as artérias. Como o “stent” requer cirurgia, é um procedimento que acarreta riscos.
 
Gestão agressiva do cancro da próstata: este cancro é de tratamento fácil de se detetado numa fase inicial. A monitorização ativa da doença produziu uma melhor qualidade de vida do que a radioterapia ou cirurgia, sem alterações na mortalidade nos casos detetados através de PSA.
 
Oxigénio suplementar em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica: este procedimento não demonstrou melhoria na qualidade de vida ou da função pulmonar. Pode pelo contrário fazer com que os pacientes retenham dióxido de carbono, que é maléfico.
 
Cirurgia em lesões na cartilagem do menisco: não provou melhorar os sintomas mecânicos a longo prazo. A gestão da preservação e reabilitação do menisco demonstraram maior eficácia. 
 
Suporte nutricional em pacientes no internamento hospitalar: a intervenção em pacientes em estado crítico não produziu diferenças nós nos índices de mortalidade nem na duração da estadia hospitalar.
 
Uso de antibióticos: um estudo estimou que tinham sido passadas 506 prescrições por cada 1.000 pacientes em 2010-11; apenas 353 foram consideradas apropriadas.
 
Uso de imagiologia cardíaca em pacientes de baixo risco: triplicou em 10 anos nos pacientes com dor no peito e não fez qualquer diferença nos pacientes de baixo risco, podendo ainda conduzir a internamento e intervenções hospitalares desnecessárias.

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