Trombose da veia renalSistema Urinário

Atualizado em: Domingo, 12 de Fevereiro de 2017 | 2673 Visualizações

A trombose da veia renal é a obstrução da veia encarregada de transportar o sangue para fora do rim.

A obstrução pode ser aguda (repentina) ou crónica (progressiva), produzindo uma ampla gama de sintomas e tendo como resultado, em geral, a síndroma nefrótica, situação em que se perdem grandes quantidades de proteínas pela urina.

Nos adultos, esta perturbação geralmente ocorre associada às perturbações renais que provocam a perda de proteínas pela urina. Pode ser originada por um cancro do rim ou por processos que comprimem a veia renal (por exemplo, um tumor) ou a veia cava inferior, na qual desemboca a veia renal.

Outras causas possíveis são o uso de contraceptivos orais, as lesões ou, em casos raros, a tromboflebite migratória (uma afecção em que a coagulação se vai produzindo consecutivamente em diversas veias por todo o corpo).

Sintomas e diagnóstico

Os pacientes com trombose da veia renal, geralmente, não têm sintomas e a perturbação passa despercebida. Quando causa sintomas, segue um dos dois modelos, em função de o começo ser gradual ou repentino.

Nos adultos, o começo e a evolução são em geral graduais. A urina contém proteínas e o seu volume diminui. Quando o começo é repentino, a dor surge tipicamente nas costas, entre as costelas e as ancas. O indivíduo tem febre, sangue na urina, um número anormalmente elevado de glóbulos brancos e evidência de insuficiência renal nas análises de sangue. Urina pouco, retém água e sal (sódio) que causa inchaço dos tecidos (edema). Nas crianças verificam-se sintomas semelhantes mas, frequentemente, a perturbação começa com diarreia, desidratação e uma tendência crescente do sangue para a coagulação. A destruição maciça do rim ocorre apenas em raras ocasiões.

A ecografia mostra um rim aumentado quando a obstrução se desenvolveu repentinamente, ao passo que se teve um progresso gradual, o seu tamanho é reduzido. Os exames de imagem, como a urografia endovenosa e as explorações com isótopos radioactivos, mostram um fraco funcionamento renal. Nestas provas, injecta-se uma substância radiopaca na veia e depois segue-se a sua trajectória. As radiografias da veia cava inferior ou da veia renal (venografia) podem revelar o perfil da trombose. Caso seja necessária mais informação, leva-se a cabo uma tomografia axial computadorizada (TAC) ou radiografias das artérias renais.

O prognóstico depende da causa da trombose, das suas complicações e do grau da lesão renal. A morte causada por esta perturbação é rara e, em geral, é consequência de uma causa subjacente mortal ou das suas complicações. Uma complicação grave é a embolia pulmonar, em que um coágulo se incrusta nos pulmões. O funcionamento renal depende de serem afectados um ou ambos os rins, da restauração da circulação sanguínea e do estado da função renal anterior à trombose.

Quase nunca se efectua uma intervenção cirúrgica sobre a veia renal para eliminar os coágulos. Só se extirpa um rim quando se verificou a morte de todo o tecido do mesmo pela interrupção total do fluxo sanguíneo (enfarte total).

Os medicamentos anticoagulantes em geral melhoram a função renal ao evitarem a formação adicional de coágulos; além disso, podem prevenir a embolia pulmonar. O uso de medicamentos que dissolvem os coágulos (trombolíticos), além do uso dos anticoagulantes, estão ainda em fase experimental, mas os resultados mostram-se animadores.

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