Polimialgia ReumáticaOssos, Articulações e Músculos

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 182 Visualizações

A Polimialgia Reumática (PMR) é uma doença inflamatória, que se caracteriza pela presença de dor e rigidez dos ombros, região cervical e ancas. A designação de Polimialgia Reumática foi usada pela primeira vez em 1957, por Barber, mas as primeiras descrições desta doença remontam ao século XIX. Pode ocorrer de forma isolada ou associada a Arterite de Células Gigantes (ACG), uma inflamação das artérias de grande e médio calibre, mais frequentemente as artérias da região lateral do crânio

A evolução da doença é variável. A maioria dos casos tem uma resolução rápida com a introdução de terapêutica adequada mas, por vezes, pode assumir uma evolução crónica, com surtos de agudização frequentes.

Também a ACG tem, à semelhança da Polimialgia Reumática, uma evolução variável embora com uma maior probabilidade para a cronicidade e persistência. Neste caso, a ausência ou atraso na introdução do tratamento adequado pode conduzir a consequências irreversíveis como a perda total da visão, a complicação mais temida da arterite de células gigantes.

A base do tratamento da Polimialgia Reumática assenta no uso de corticosteróides, geralmente com doses de 10-15 mg, podendo ser necessárias doses superiores na presença concomitante de ACG. As doses do fármaco vão sofrendo reduções progressivas, com duração total média do tratamento de 2 anos (alguns doentes podem ter necessidade de uma terapêutica mais prolongada).

Outros fármacos têm sido usados, com bons resultados, no tratamento da PMR e ACG nomeadamente o metotrexato, a azatioprina e o etanercept.

A PMR é pois uma doença relativamente frequente, especialmente nos idosos, que condiciona uma intensa limitação funcional especialmente à custa de dor e rigidez das ancas e ombros. O controlo dos seus sintomas é relativamente simples com o tratamento adequado. A presença concomitante de ACG agrava o seu prognóstico e conduz à necessidade de uma vigilância e terapêutica mais intensas.

.O seguimento regular em consultas especializadas é fundamental, mesmo após o desaparecimento dos sintomas e a interrupção do tratamento já que, qualquer recaída deve ser precocemente detectada.


Actualmente não existem associações de apoio ao doente com PMR/ACG em Portugal.

O seguimento regular em consultas especializadas é fundamental, mesmo após o desaparecimento dos sintomas e a interrupção do tratamento já que, qualquer recaída deve ser precocemente detectada.

Actualmente não existem associações de apoio ao doente com PMR/ACG em Portugal.

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Autor
Sociedade Portuguesa de Reumatologia
Referência