Otite Média AgudaOuvidos, nariz e garganta

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 102 Visualizações

Fonte de imagem: shuterstock

A otite média aguda é a inflamação do ouvido médio.

Qual a frequência?

A otite média aguda (OMA) é uma das doenças mais frequentes na Pediatria, sendo o motivo mais vezes evocado para a prescrição de antibióticos nos primeiros anos de vida. A idade de aparecimento do primeiro episódio de otite relaciona-se directamente com o risco de recorrência, ou seja, quanto mais nova for a criança maior o risco de vir a ter novos episódios de OMA.

Quando se confirma o diagnóstico é necessário fazer tratamento antibiótico dirigido aos agentes atrás referidos. Simultaneamente é importante desobstruir o nariz usando soro fisiológico e controlar a dor e a febre com paracetamol.

Após o tratamento é frequente a persistência de “líquido” no ouvido médio durante algum tempo e a criança, sobretudo a mais velha, queixa-se de diminuição da audição, devendo haver um controle nas semanas ou meses seguintes.

Quando os episódios de OMA são repetidos, muitas vezes com supuração, embora tendam a diminuir com o crescimento, a opinião de um otorrinolaringologista é importante.

Os sintomas são muito variáveis, podendo ser inexistentes e o diagnóstico é feito por uma observação com otoscópio (o aparelho para examinar os ouvidos), até queixas exuberantes e bem direccionados ao ouvido doente, como dor ou supuração.

Nos bébés mais pequenos a OMA geralmente manifesta-se com sintomas gerais como febre, perda de apetite, irritabilidade e por vezes com manifestações digestivas como diarreia e vómitos. Mais vulgarmente a criança anda constipada (nariz obstruído e com pingo) surgindo na sua sequência otalgia (dor de ouvido) e febre, muitas vezes com diminuição da audição nesse lado.

As bactérias que mais vezes causam OMA são o pneumococo, o Hemophilus influenzae e a Branhamella catarrhalis. Alguns factores que aumentam o risco de uma criança ter OMA são antecedentes familiares de otites na infância, a existência de um terreno alérgico e a frequência de infantário.

O diagnóstico é feito por otoscopia, que mostra alterações a nível da membrana timpânica.

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