Olho SecoVisão

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 360 Visualizações

O “Olho Seco” resulta da deficiente lubrificação da superfície ocular externa.  

Pode ser devido a uma produção de lágrima em quantidade insuficiente ou quando a qualidade dos componentes do filme lacrimal é inadequada.  

A função do rebordo palpebral é, também, fundamental para a uniformização da película lacrimal, através do pestanejar (função de “limpa pára-brisas”).

Faz-se essencialmente utilizando substitutos da lágrima, lágrimas artificiais, de que existem diversos no mercado.

  • Nutrição, humidificação, lubrificação e limpeza
  • Protecção: bacteriostática e imunológica
  • Refractiva

A produção basal do filme lacrimal depende essencialmente de células da conjuntiva e da glândula lacrimal.

O filme lacrimal é composto por três camadas: lipídica, aquosa e mucóide. A camada mais externa, lipídica, previne a evaporação. A camada intermédia, aquosa, é fundamentalmente a responsável pela nutrição da córnea. A camada interna, mucóide, dá estabilidade ao filme lacrimal.

 

Além da nutrição e lubrificação, as lágrimas protegem a superfície ocular contra infecções e outras agressões do olho como poeiras, fumos e partículas aéreas, promovendo em continuidade a lavagem da superfície ocular.

Contribuem também para a estabilidade de uma superfície corneana, regular, proporcionando uma melhor refracção.

A sua eficaz função de limpeza, de humidificação e lubrificação são importantes para o conforto ocular.

 

Os sintomas frequentes de "olho seco" são:

    • Desconforto Ocular
    • Ardor
    • Prurido
    • Sensação de corpo estranho (areia) nos olhos

A deficiente função lacrimal pode conduzir, pelo sofrimento córneo-conjuntival a:

    • Olhos vermelhos e dolorosos
    • Fotofobia (dificuldade em suportar a luz)
    • Pequenas úlceras de córnea (queratites)

O olho seco pode, paradoxalmente, conduzir ao lacrimejo e epífora por excesso de produção do componente aquoso da glândula lacrimal.

Um olho seco pode confundir-se com outras situações, tais como conjuntivites, queratites e alergias oculares. 
Pode manifestar-se como uma “conjuntivite crónica”.

Existem diferentes factores que podem ser causa de olho seco, seja por diminuição da produção de lágrimas, da sua qualidade ou por excessiva evaporação, como:

Idade: Com a idade, a produção de lágrimas diminui. Aos 65 anos, a produção lacrimal é cerca de 60% inferior da que existe aos 18 anos.

Doenças Imunológicas: Um olho seco está frequentemente associado a doenças como: artrite, alergia, Lupus, Síndrome de Sjogren e outras doenças da pele, das mucosas e imunológicas.

Meio Ambiente: Condições ambientais, de ar seco, fumos e vento podem desencadear ou agravar a situação de olho seco.

Iatrogénico: Alguns medicamentos, como: os anti-histamínicos, anti-depressivos, anti-hipertensivos, podem contribuir para a diminuição da produção lacrimal e seus componentes.

Faz-se por diversos testes, não invasivos nem dolorosos, que medem a quantidade de produção de lágrimas e que avaliam a sua qualidade.

Um destes testes é o teste de Schirmer que, utilizando uma tira de papel de filtro especial, mede a quantidade de lágrimas. O BUT (break up time – tempo de rotura), que exige equipamento específico de oftalmologia e utilizando-se um corante natural (fluoresceína), permite medir o tempo de rotura do filme lacrimal e é portanto um teste que avalia a qualidade da lágrima (estabilidade).

O olho seco é acompanhado frequentemente por "boca seca", por disfunção das glândulas salivares, semelhantes funcionalmente às glândulas lacrimais.

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DGS
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