Lentes correctorasVisão

Atualizado em: Quarta, 30 de Novembro de -0001 | 25 Visualizações

Os erros de refracção podem ser corrigidos com lentes de vidro ou de plástico, montadas numa armação (óculos) ou por meio de pequenas peças de plástico colocadas directamente sobre a córnea (lentes de contacto). Para a maioria das pessoas, a escolha é uma questão de estética, conveniência e comodidade.

As lentes de plástico para os óculos são mais leves, mas riscam-se com facilidade; as lentes de vidro duram mais, mas correm maior risco de se partirem. Tanto umas como outras podem ser de cor ou estar tratadas com um produto químico que as escurece automaticamente perante a exposição à luz solar. As lentes também podem ser de maior espessura para reduzir a quantidade de luz ultravioleta potencialmente nociva que chega ao olho. As bifocais contêm duas lentes, uma superior que corrige a miopia e outra inferior que corrige a hipermetropia.

Muitas pessoas crêem que as lentes de contacto são mais atractivas (elegantes) do que os óculos e também que, com elas, a visão é mais natural. No entanto, as lentes de contacto requerem mais cuidados do que os óculos, podem danificar o olho e em algumas pessoas podem não corrigir a visão de forma tão adequada como os óculos. Os idosos e as pessoas com artrite podem ter dificuldade em manipular as lentes de contacto e colocá-las nos olhos.

As lentes de contacto duras (rígidas) são discos finos feitos de plástico rígido. Há lentes que são permeáveis ao ar, feitas de silicone e de outros compostos. São rígidas, mas permitem uma melhor chegada de oxigénio à córnea. As lentes de contacto moles hidrófilas, feitas de plástico flexível, são maiores e cobrem a totalidade da córnea. As lentes mais moles, não hidrófilas, são feitas de silicone. Os idosos, normalmente, consideram que as lentes moles são mais fáceis de manipular porque são maiores. Também têm menos probabilidades do que as lentes rígidas de cair ou de reter pó e outras partículas por baixo delas. Além disso, as lentes de contacto moles geralmente revelam-se cómodas desde a primeira vez que se usam. Contudo, requerem um cuidado escrupuloso.

Em geral, é necessário usar o primeiro par de lentes de contacto rígidas durante uma semana antes de se sentir bem com elas durante um período prolongado. As lentes são usadas durante um número gradualmente maior de horas por dia. Apesar de se poderem tornar incómodas ao princípio, não deveriam provocar dor. A dor indica que foram colocadas incorrectamente.

A maioria das lentes de contacto deve ser tirada e limpa diariamente. Como alternativa, pode-se usar lentes descartáveis, algumas das quais se substituem uma ou duas vezes por semana, enquanto outras devem ser trocadas todos os dias. O uso das lentes descartáveis evita a necessidade de as limpar e de as guardar, pois cada lente é substituída por uma nova.

O uso de qualquer tipo de lentes de contacto implica um risco de sofrer graves e dolorosas complicações, como úlceras da córnea provocadas por uma infecção, as quais podem acabar numa perda da visão. (Ver secção 20, capítulo 222) Os riscos podem ser muito menores se se seguirem as instruções do fabricante e do oftalmologista e se se tiver bom senso. Todas as lentes de contacto de uso frequente devem ser esterilizadas e desinfectadas. A limpeza com enzimas não pode substituir a esterilização e a desinfecção. O risco de sofrer infecções graves aumenta ao limpar as lentes de contacto com uma solução salina caseira, com saliva ou com água da torneira ou destilada e ao nadar com as lentes de contacto colocadas. Não é recomendável dormir com as lentes de contacto moles (quer sejam de uso diário, de uso prolongado ou descartáveis) à noite, a não ser que haja uma razão especial para o fazer. No caso de se sentir um mal-estar, um lacrimejar excessivo, alterações na visão ou vermelhidão do olho, deve-se tirar as lentes de imediato. Se os sintomas não desaparecerem rapidamente, deve-se consultar o oftalmologista.

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