Hipertensão pulmonarSaúde na Infância - Criança & Bebé

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 147 Visualizações

A hipertensão pulmonar (uma pressão do sangue nos pulmões elevada) é uma alteração pela qual os vasos sanguíneos que se encontram nos pulmões do recém-nascido se contraem e limitam gravemente a circulação sanguínea no seu interior. Em consequência, os valores de oxigénio no sangue diminuem de maneira alarmante e a doença pode pôr em perigo a vida do bebé.  

O sangue do bebé não necessita circular através dos pulmões para ser oxigenado visto que o feto não respira ar. Por isso, grande parte do seu sangue passa directamente do lado direito do coração para o lado esquerdo através de uma comunicação entre as aurículas (forâmen oval). A maior parte do sangue que continua através do lado direito do coração passa da artéria pulmonar à aorta através de um vaso sanguíneo que as une (ductus arteriosus). Só uma pequena fracção de sangue do lado direiro do coração atravessa os pulmões.

No momento do nascimento, o forâmen oval e o ductus arteriosus normalmente fecham-se e o sangue do lado direito do coração flui através dos pulmões. No entanto, em alguns bebés recém-nascidos os vasos sanguíneos que se encontram nos pulmões contraem-se e então o forâmen oval permanece aberto, o que pode também seceder com o ductus arteriosus. Quando isto acontece, a maior parte do sangue bombeado pelo lado direito do coração não passará pelos pulmões (como acontece normalmente no feto), dando lugar a níveis muito baixos de oxigénio no sangue.  

A hipertensão pulmonar apresenta-se mais frequentemente em crianças pós-maturas ou naquelas cujas mães ingeriram grandes doses de aspirina ou indometacina durante a gravidez. Com frequência surge em crianças que padecem outras doenças pulmonares, como a síndroma de aspiração de mecónio ou pneumonia, mas também pode desenvolver-se em crianças cujos pulmões não apresentam nenhuma outra anomalia.

Uma criança com hipertensão pulmonar costuma ser colocada num ambiente que contenha oxigénio a 100 %, regra geral, ligado a um respirador artificial. Pode administrar-se-lhe bicabornato de sódio por via endovenosa. Ambos os tratamentos facilitam a dilatação (abertura) dos vasos sanguíneos que se encontram nos pulmões. Talvez seja necessário manter a pressão do sangue do resto do corpo da criança com líquidos ou medicamentos; caso contrário, a baixa pressão do sangue no resto do corpo ocasionará um menor fluxo sanguíneo nos pulmões porque aumentará a passagem de sangue do lado direito ao esquerdo do coração.

Nas crianças mais gravemente doentes é possível utilizar uma técnica conhecida pelo nome de oxigenação através de uma membrana extracorpórea, até que se resolva a hipertensão pulmonar. Por meio desta técnica faz-se circular o sangue da criança através de uma máquina cardiopulmonar (membrana oxigenadora) que lhe acrescenta oxigénio e lhe retira dióxido de carbono; o sangue assim oxigenado regressa à criança. Está em investigação um novo tratamento pelo qual se faz respirar à criança uma concentração muito baixa de óxido nítrico, que dilata os vasos sanguíneos dos pulmões.

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