HemoptiseSistema Respiratório

Atualizado em: Terça, 22 de Setembro de 2015 | 122 Visualizações

Fonte de imagem: zapaleniepluc

A hemoptise é uma expectoração de sangue proveniente do tracto respiratório. O escarro tingido de sangue é bastante corrente e nem sempre é grave. Cerca de 50 % dos casos são devidos a infecções como a bronquite aguda ou crónica. Contudo, uma hemoptise abundante requer um diagnóstico rápido por parte do médico. Os tumores provocam cerca de 20 % das hemoptises (sobretudo o cancro do pulmão). Os médicos efectuam controlos para detectar o cancro do pulmão em todos os fumadores com mais de 40 anos que apresentem hemoptise, inclusive quando o escarro está só tingido de sangue.

Um enfarte pulmonar (morte de uma parte do tecido pulmonar devido à obstrução da artéria que o alimenta) pode também causar hemoptise. A obstrução de uma artéria pulmonar, denominada embolia pulmonar, pode aparecer quando um coágulo de sangue circula pela corrente sanguínea e se aloja na dita artéria. A hemorragia pode ser importante se, de forma acidental, se lesionar um vaso pulmonar com um cateter.

Este cateter pode ter sido introduzido dentro da artéria ou na veia pulmonar para medir a pressão no coração e nos vasos sanguíneos que entram e saem dos pulmões. O aumento na pressão do sangue nas veias pulmonares, como pode acontecer na insuficiência cardíaca, é também uma causa de hemoptise.

Infecções do tracto respiratório

  • Bronquite
  • Pneumonia
  • Tuberculose
  • Infecção por fungos (por exemplo, infecção por Aspergillus)
  • Abcesso pulmonar
  • Bronquiectasia

Alterações da circulação

  • Insuficiência cardíaca
  • Estenose da válvula mitral
  • Malformações arteriovenosas

Objectos estranhos nas vias respiratórias

Perturbações hemorrágicas

Trauma

Lesâo durante um procedimento médico

Embolia pulmonar

Tumor

A hemoptise pode ter uma evolução potencialmente mortal, sobretudo quando é intensa ou recorrente, pelo que se deve encontrar a causa e deter a hemorragia. A broncoscopia (um exame que utiliza um tubo de observação que se introduz nos brônquios) pode identificar a zona da hemorragia. Outra investigação em que se utiliza um indicador radioactivo (gamagrafia de perfusão) pode revelar uma embolia pulmonar. Num número de pacientes que oscila entre 30 % e 40 % dos casos, não se pode determinar a causa, mesmo que se efectuem numerosas investigações; no entanto, é possível estabelecer a causa de uma hemoptise intensa.

A hemoptise ligeira pode não necessitar de tratamento, ou só o uso de antibióticos para tratar uma infecção. A hemorragia pode produzir coágulos que obstruem as vias respiratórias e causar problemas posteriores de respiração; por conseguinte, a tosse é um mecanismo eficaz para evacuar as vias aéreas e não deveria ser suprimida com medicamentos antitússicos. A inalação de vapor ou os vapores frios produzidos por um vaporizador ou um humidificador podem ajudar a expulsar um coágulo. Pode também ser necessária uma fisioterapia respiratória. Quando um coágulo grande obstrui um brônquio principal, pode-se extraí-lo utilizando um broncoscópio.

Geralmente, a hemorragia dos vasos sanguíneos mais pequenos detém-se espontaneamente. Pelo contrário, a hemorragia de um vaso principal costuma requerer tratamento. O médico pode procurar deter a hemorragia através de um procedimento chamado embolização da artéria brônquica. Utilizando os raios X como guia, o médico introduz um cateter dentro do vaso e depois injecta uma substância química que oclui o ponto sangrante. A hemorragia provocada por uma infecção ou por uma insuficiência cardíaca geralmente desaparece quando o tratamento da perturbação subjacente dá bons resultados. Por vezes, pode necessitar-se de uma broncoscopia ou de uma intervenção cirúrgica para deter a hemorragia, ou inclusive pode ser necessário extirpar cirurgicamente o segmento doente do pulmão. Estes procedimentos de alto risco utilizam-se somente como último recurso. Se existirem alterações na coagulação que contribuam para a hemorragia, pode ser necessária uma transfusão de plasma, de factores de coagulação ou de plaquetas.

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