Fracturas do péOssos, Articulações e Músculos

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 378 Visualizações

Praticamente qualquer osso do pé se pode fracturar. Muitas destas fracturas não exigem cirurgia, mas outras devem ser reparadas cirurgicamente para prevenir a incapacidade permanente. É habitual que a zona sobre o osso fracturado apresente inchaço ou dor, que podem estender-se para lá do lugar da fractura se os tecidos moles da zona sofrerem contusões.  

As fracturas do tornozelo e em torno deste, ocorrem frequentemente quando o tornozelo roda para dentro, de tal modo que a planta do pé gira para fora (eversão), ou quando o tornozelo roda para fora (inversão). Costumam aparecer dor, inchaço e hemorragia. Estas fracturas podem ser graves se não forem tratadas com urgência. Regra geral, todas as fracturas do tornozelo deveriam ser engessadas. A cirurgia pode ser necessária para as fracturas graves do tornozelo, quando os ossos estão amplamente separados ou mal alinhados.  

São frequentes as fracturas dos ossos do metatarso (ossos situados na parte dorsal média do pé) que, com frequência, são o resultado de uma marcha excessiva ou de uma tensão indirecta por uso excessivo, embora também possam produzir-se devido a um impacto forte e repentino. Na maioria dos casos, a imobilização com calçado de sola rígida (melhor do que com gesso) é suficiente para que o osso sare. Em casos raros, é preciso colocar gesso abaixo do joelho. Se os ossos estão muito separados, a cirurgia pode estar indicada para alinhar os segmentos fracturados. Uma fractura do metatarso do dedo grande ou do dedo mindinho do pé tende a ser complicada, requerendo a colocação de gesso ou a cirurgia.  

Os ossos sesamóides (dois ossos pequenos redondos localizados sob a extremidade do metatarso do dedo grande do pé) podem fracturar-se. As corridas, os passeios longos e os desportos que implicam cair com demasiada força sobre a superfície plantar anterior do pé, como o basquetebol e o ténis, podem causar a fractura desses ossos. Também aliviam a dor os acessórios ortopédicos especialmente desenhados para o calçado (palmilhas). Se a dor persistir, os ossos sesamóides devem, por vezes, ser extraídos cirurgicamente.  

São frequentes as lesões dos dedos do pé, em particular do dedo mínimo, especialmente quando se anda descalço. As fracturas simples dos quatro dedos mais pequenos do pé curam-se sem necessidade de gesso. Pode ser útil colocar uma ligadura com fita adesiva ou velcro dos dedos afectados aos dedos adjacentes, durante 4 a 6 semanas. Usar solas rígidas ou um sapato ligeiramente mais largo, pode ajudar a acalmar a dor. Se for demasiado doloroso andar com sapatos normais, deve-se usar botas feitas à medida ou calçado seguindo a prescrição do médico.   Em geral, uma fractura do dedo grande (hallux) tende a ser mais grave, causando dor intensa, tumefacção e hemorragia sob a pele. O dedo grande pode fracturar-se devido a uma tropeção ou pela queda acidental de um objecto pesado sobre o pé. As fracturas que afectam a articulação do dedo grande do pé podem exigir uma intervenção cirúrgica.    

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