Fracturas do pé por sobrecargaOssos, Articulações e Músculos

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 228 Visualizações

Fonte de imagem: Sebastian Kaulitzki-Fotolia.com

As fracturas por sobrecarga são pequenas fissuras nos ossos que, muitas vezes, se desenvolvem por um impacto crónico e excessivo.  

Nos corredores, os ossos do meio do pé (metatarsos) são especialmente propensos a estas fracturas. Os ossos mais susceptíveis de sofrer fracturas são os metatarsos dos três dedos médios do pé. O osso metatársico do dedo grande é relativamente resistente a qualquer lesão devida à sua fortaleza e maior dimensão, e o osso metatársico do dedo mínimo está em geral protegido porque a maior força de pressão é exercida pelo dedo grande e pelo do lado.

Os factores de risco das fracturas por sobrecarga do pé, incluem arcos pronunciados, sapatilhas de desporto com absorção inadequada do impacto e aumento repentino da intensidade ou quantidade dos exercícios. As mulheres pós-menopáusicas podem ser particularmente propensas a este tipo de fracturas devido à osteoporose.  

O sintoma primário é a dor na região anterior do pé, durante um período de treino longo ou intensivo. No princípio, a dor desaparece em segundos quando se interrompe o exercício. Caso se prossiga o treino, a dor aparece imediatamente e prolonga-se inclusive depois da interrupção do exercício. Por fim, a dor intensa pode impedir a corrida e persistir inclusive durante o repouso. A zona circundante à fractura pode inchar.

O médico baseia muitas vezes o seu diagnóstico na história dos sintomas e no exame do pé. O ponto da fractura dói ao tacto. As fracturas por sobrecarga são tão finas que, por vezes, não são imediatamente detectadas nas radiografias. O que se pode detectar é o tecido (calo) que se forma em torno do osso partido ao fim de 1 ou 3 semanas depois da lesão, quando o osso começa a sarar. Uma TAC pode confirmar o diagnóstico de forma precoce, mas raramente é necessária.

A pessoa não deve correr até que a fractura por sobrecarga sare, mas pode substituir a corrida por outros exercícios. Podem ser úteis para prevenir as recaídas (logo que a fractura sare) tanto o uso de sapatilhas desportivas (com suporte adequado para absorver o impacte), como a corrida sobre a erva ou outras superfícies suaves. Em poucas ocasiões está indicada a colocação de gesso. Caso seja empregue, deve ser retirado ao fim de uma ou duas semanas para evitar que os músculos enfraqueçam. A cura, em geral, precisa entre 3 e 11 semanas, embora possa prolongar-se em pessoas de idade avançada ou fracas.  

Fractura do pé por sobrecarga: As fracturas por sobrecarga são pequenas fendas causadas por impactos repetidos e apresentam-se habitualmente nos ossos da parte média do pé (os metatarsos). 

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