Encefalite JaponesaDoenças Infecçiosas

Atualizado em: Segunda, 18 de Maio de 2015 | 1139 Visualizações

Proteja-se de um vírus que existe em alguns países asiáticos e pode ser fatal

A encefalite japonesa é uma doença inflamatória do sistema nervoso central causada por um vírus transmitido por mosquitos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, na maioria dos casos, esta doença não manifesta sintomas. Caso ocorram, nas infecções ligeiras, verificam-se dores de cabeça acompanhadas por febre e sintomas e sinais gerais (dores no corpo, fraqueza).

Nos casos mais graves, a infecção progride rapidamente com febre alta e sinais de meningite. A encefalite desenvolve-se durante uma fase mais avançada da doença e pode resultar em coma, lesões neurológicas permanentes ou morte. 

De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), cerca de 30 por cento dos casos graves são fatais

A encefalite japonesa é a principal causa de encefalite viral na Ásia e ocorre na maioria dos países asiáticos, segundo o National Travel Health Network and Center.

Dados revelados pela OMS indicam que a incidência da doença tem diminuído no Japão, na Península Coreana e em algumas regiões da China. 

Os países com mais casos e  com maior índice de transmissão da encefalite japonesa são a Índia, Nepal, Paquistão, Vietname, norte da Tailândia, Indonésia e Timor. A infecção ocorre principalmente em zonas de clima tropical, nas épocas de chuva, nomeadamente durante o Verão e o Outono. 

O risco de contrair esta infecção é baixo para a maioria dos viajantes, «mas varia de acordo com o destino, a estação, a duração da viagem e as actividades desenvolvidas», alerta a OMS. 

A vacina é recomendada a residentes de países endémicos e a pessoas que viajem para as zonas rurais e agrícolas desses países, para actividades de exposição prolongada ao ar livre, como acampamentos ou caminhadas, particularmente durante as épocas de maior transmissão. 

De acordo com a OMS, o risco nas áreas urbanas é muito baixo.

A vacina da encefalite japonesa é administrada em três doses. A segunda dose é aplicada uma semana após a primeira; a terceira dose é administrada três semanas depois da primeira. 

A vacina deve ser feita cerca de dez dias antes de partir em viagem e confere uma taxa de protecção entre 80 e 90 por cento. 

Para manter a imunização, devem ser feitos reforços da vacina a cada cinco anos.

No local, é fundamental que todos os viajantes, mesmo os vacinados, sigam todas as medidas preventivas necessárias para evitar a picada de insectos infectados, nomeadamente: 

  • Aplicar redes mosquiteiras impregnadas com insecticida, na cama, janelas e portas 
  • Usar insecticidas
  • Aplicar repelentes de insectos no corpo
  • Vestir roupas que deixem poucas zonas do corpo expostas

Esta vacina não deve ser administrada nos seguintes casos:

  • Se estiver doente com febre superior a 38º
  • Se tiver uma reacção alérgica muito grave a uma dose anterior ou a uma substância que se sabe estar presente na vacina
  • Pessoas com o sistema imunitário debilitado
  • Grávidas e crianças menos de12 meses – No caso de se verificar a impossibilidade de evitar ou adiar a viagem, a aplicação da vacina deve ser discutida com o médico especialista em Medicina do Viajante..

Geralmente, as vacinas não causam reacções secundárias significativas, podendo verificar-se apenas febre, dores de cabeça, náuseas ou vómitos e o aparecimento de um nódulo duro, avermelhado e doloroso no local de aplicação da vacina. Em casos mais graves, pode causar hipotensão e colapso. 

Caso, após a sua toma, surjam sintomas como febre elevada ou sintomas característicos de uma reacção alérgica grave como falta de ar, fraqueza, ritmo cardíaco acelerado, palidez, tonturas ou urticária, deve procurar ajuda médica. 

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Autor
Sapo Saúde - Saber Viver / Jorge Atouguia, médico infecciologista
Referência